terça-feira, 30 de dezembro de 2025
Sabedoria e bom-humor
sábado, 27 de dezembro de 2025
Folclore para todos os públicos
– Também acho... ontem, reli alguns gibis da Turma do Pererê do grande Ziraldo... uma graça!
– Pois é... embora tudo o que Ziraldo fez seja espetacular, o Pererê é bem mais suave...
– Como suave, amor? Alías, o que você tá lendo aí com essa cara de pequeno canalha?
– Obrigado pelo pequeno canalha, soa mais agradável do que ser xingado sem motivo pela mulher mais cruel das galáxias!
– Ahahaha... bobo! Não enrola... o que tá te divertindo tanto? Também quero!
– Gosto do Marcatti, imagino sua versão da mula sem cabeça... rsrsrs... Quando você comprou esse quadrinho?
– Comprei na...
– ... na CCXP? Não acredito que não consegui ir esse ano... dá vontade de chorar.
– Não chora, boba! Ano que vem, vamos juntinhos! Sua companhia melhora qualquer evento!
– Juntos tudo fica melhor! Mas você não me disse se pegou autógrafo do Marcatti...
– Não consegui, até esperei, mas ele tava numa mesa de debate... mesmo assim, não ia deixar de comprar este quadrinho!
– Claro! Então, me conta... é divertido?
– É Marcatti! Como ele mesmo diz no encarte com a lista de seus gibis: "Heurístico, idiossincrático, pervertido, obsceno, repugnante, indecente, escatológico, desconcertante... e um tanto romântico"... ahahaha...
– Ahahaha... a genialidade do Marcatti é sempre bem-vinda!
– Sempre! Ele é um dos maiores representantes do quadrinho underground no Brasil! Eu me diverti até com o que está no pé da contracapa...
– Antes de saber, já tô rindo...
– Então segura: "Quadrinhos nojentos e desaconselháveis a TODAS as idades"... ahahaha...
– Adoro coisas desaconselháveis!
– E nojentas também?
– Ahahaha... prefiro as desaconselháveis que não são nojentas!
– Ahahaha... tá bom, chega desse papo estranho... vamos voltar à arte do Marcatti!
– Sim! Voltemos ao que interessa. Quando você vai me emprestar esse quadrinho?
– No dia em que você revelar onde guarda a Turma do Pererê, da qual nunca nem cheguei perto!
– Estão guardados na última gaveta da minha escrivaninha!
– Não entendo porque são os únicos guardados longe dos outros quadrinhos que dividimos!
– Simplesmente, porque é um presente da minha avó... ela que me deu todos os gibis dessa coleção... tenho um carinho especial por eles.
– Ofendido é pouco! Tô indignado! Quer dizer que o mundo de quadrinhos que compramos juntos e estão organizados em nossas estantes não são tão importantes e nem merecedores do seu carinho?
– Não seja exagerado!
– Não adianta, não vou completar com "jogado a seus pés"... fiquei magoado!
– Não fica magoado! Tá bom, vamos arrumar um lugar pra coleção nas estantes...
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Sobre sorte e destino
Ah! Claro que fiquei animada para conhecer "Suki e a lojinha sem sorte", afinal, a ilustração é do querido Hiro Kawahara! Apoiei no Catarse e estava curiosa para ler a história que tem texto de Angela Tessicini! A fábula, que fala sobre sorte, destino e gatos, narra a história da garota Mei, que herda do pai uma famosa lojinha, situada no Beco dos Gatos Perdidos!
Assim que assume a loja, Mei passa longos dias sem a visita de um cliente sequer, até que um dia, um senhor, dizendo que tinha recebido ajuda de seu pai, entrega a ela um amuleto japonês, Maneki Neko! Mei se animou por ser uma gatinha da sorte!
Mas a sorte não vem assim facilmente, é preciso esforço e dedicação... por isso, não vou contar mais nada, apenas que é uma leitura leve, divertida e que nos inspira a seguir nosso caminho com coragem e determinação!
E o que dizer sobre a delicadeza das ilustrações? Ah! É sempre uma satisfação ler uma publicação com a arte de Hiro (@hirokawahara). Sou suspeita, por ser fã de seu trabalho, mas garanto que vale muito a pena acompanhar a saga da gatinha Suki!
sábado, 20 de dezembro de 2025
Reminiscências imperiais
Em dado momento, o imperador percebe que "pouco a pouco, esta carta, começada para te informar sobre os progressos do meu mal, transformou-se no entretenimento de um homem que já não tem energia necessária para se dedicar longamente aos negócios do Estado. É a meditação escrita de um doente que dá audiência a suas recordações. Já agora pretendo ir mais longe: proponho-me a contar-te minha vida."
E, então, ele segue revelando detalhes de sua juventude; do gosto pela equitação ("... o cavalo era um amigo. Se me fosse dado optar por minha condição neste mundo, teria escolhido a de Centauro."); sobre os anos em que viveu à frente do Império Romano, suas conquistas e combates nos campos de batalha, sobre o amor, também sobre a Grécia, mais especificamente Atenas, que "tornou-se cada vez mais minha pátria, o centro do meu universo."
Densa, fluida e, em vários momentos, bem-humorada, a narrativa nos apresenta, talvez, um dos mais humanos imperadores romanos, que não se sentia superior aos homens comuns: "sou, ao mesmo tempo, mais livre e mais submisso do que eles ousam ser." E ainda refletindo sobre ser livre: "Comecei por procurar uma espécie de liberdade de férias, constituída de pequenos momentos livres. Toda vida bem disciplinada os tem, e quem não sabe consegui-los não sabe viver." Nossa... é uma leitura tão rica, tão fascinante... são tantas reflexões instigantes que acabamos por nos identificar em alguns pontos com o pensamento de um imperador romano! Uau!
Ah! Roma é descrita de diversas maneiras, mas gosto de dois trechos em especial: 1 - "Roma, que eu era o primeiro a ousar qualificar como Eterna, assemelhar-se-ia cada vez mais às deusas-mães dos cultos da Ásia: progenitora dos jovens e das colheitas, cerrando contra o seio leões e colmeias."; 2 - "A Roma conquistadora da República cumpriu seu papel; a louca capital dos primeiros Césares tende, por si mesma, a tornar-se mais circunspecta; outras Romas virão das quais mal posso imaginar a fisionomia, mas para cuja formação terei contribuído." Adriano era um visionário! Realmente, pra quem, como eu, já teve a oportunidade de visitar Roma, enxerga bem essas várias faces que a cidade eterna foi esculpindo ao longo dos séculos... lá pulsa história em cada canto. Toda a vez que leio algo relacionado à Roma, meu lado italiano pulsa mais forte e dá aquela vontade de correr pra lá de novo... sempre bom sonhar!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
Sonhos e descobertas
– ... do Vitor Cafaggi?
– Exatamente, espertinha!
– Bobo... você viu que o autor vai lançar o "Franjinha 2", no ano que vem?
– Oba! Vai ter que me dar de presente, amor!
– Ahahaha... calma aí! Primeiro leia a que tem em mãos, depois passe pra mim e tenha paciência porque é só no ano que vem, aliás, ainda bem... tá pensando que meu dinheiro nasce em árvore, querido?
– Nossa... essa você foi buscar no baú da sua avó... ahahaha...
– Ahahaha... certamente! Mas voltando ao Franjinha... o que você ia comentar?
– Não sei se devo... você vai ler depois...
– Ah! Comenta logo... nada vai tirar minha curiosidade de ler!
– Tá bom... na verdade, eu ia dizer que quando criança eu adorava as aulas de ciências... lembro que quando a professora mandou a gente fazer a experiência com o feijão, plantado no algodão, fiquei tão empolgado que comecei a pedir pro meu pai e pra minha mãe tudo que era livro que ensinasse experiências científicas e brinquedos relacionados ao tema...
– ... até que você quase destruiu a casa... ahahaha...
– ... ahahaha... nem vem, antes disso consegui entender que pra ser cientista era preciso estudar muito mais do que cuidar de um broto de feijão...
– Ahahaha... mas é um bom começo... o que mais tem nessa Graphic MSP?
– Ah! Sempre gostei do Franjinha pelo lado inventido e curioso... e o roteiro mostra muitos inventos dele que nem sempre funcionam, mas são adoráveis, ele ama a Ciência e isso é demais! Aí ele acha, na garagem de casa, o rádio comunicador de seu avô e resolve consertá-lo! Mas não vou contar mais nada, querida!
– Ah! Só mais um detalhe da história... por favor!
– Adorei a arte, sensível como o roteiro! Vou contar só mais um momento... aquele em que Franjinha vê Marina... ele diz assim: "Aos dez anos, eu encontrei o segundo amor da minha vida... Que sorte a minha... Até hoje, me lembro dessa sensação. A certeza juvenil de que éramos feitos um para o outro. Os dois lados de Leonardo Da Vinci. Ciência e Arte"!
– Ah! Que lindo... que romântico! Passa pra cá que já quero ler... rsrsrs...
– Sabia que você ia se animar e o mais legal é que quando li essa parte, lembrei de você, na verdade, de nós!
– Ai... que amor!
– Somos assim... a corda e a caçamba!
– Queijo com goiabada!
– Ahahaha... adoro! Essa conversa me abriu o apetite!
– Uau!
– Não faça essa carinha de travessa... tô falando de sair pra tomarmos um café...
– Ah! Claro... rsrsrs... então, vamos àquela cafeteria nova que abriu aqui perto?
– Opa! Não precisa pedir duas vezes... e para de me olhar com essa carinha...
– Carinha de quê, amor?
– De sapeca!
– Travessa, sapeca... parece que você também visitou o baú da sua avó... ahahaha...
– Vamos logo, ternura!
– Vamos, pão! :)
sábado, 13 de dezembro de 2025
Amizade e generosidade
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
Samba em quadrinhos
A HQ em questão é "Tempo Discos, o perigoso pagode do Gerson", de Samuel Sajo, Rodrigo Febronio e Al Stefano, que ainda tem um tempero a mais: o nome do malandro que tenta roubar as canções de Adoniram é xará do meu irmão... rsrsrs... Inclusive, por isso e também por compartilhar a admiração pelo Adoniran, ele ganhou um exemplar! Merecido!
A narrativa é rica e dá o tom ao citar canções clássicas como, por exemplo, "Saudosa maloca", "Torresmo à milanesa", "As Mariposas", "Tiro ao Álvaro", "Iracema" e a doce "Prova de carinho". Sem contar a presença da escritora Carolina Maria de Jesus, autora de "Quarto de despejo", que ao lado de Adoniran, como diz a HQ e assino embaixo, são dos "maiores cronistas da vida do povo de São Paulo"! A leitura é fluida e como dizem, li numa sentada... rsrsrs...
sábado, 6 de dezembro de 2025
Um simpático meliante
O livro reúne as primeiras nove aventuras do personagem, publicadas, originalmente, de julho de 1905 a julho de 1906, na revista "Je Sais Tout". São narrativas instigantes em que Arsène Lupin aparece em várias situações, valendo-se de sua especial habilidade em se disfarçar até mesmo de narrador das histórias, por vezes, enganando os próprios leitores... e a gente embarca legal... rsrsrs...
A irreverência de Leblanc, inclusive, ironizando o famoso detetive inglês Sherlock Holmes, de Conan Doyle, cria um personagem sedutor e enigmático, que consegue se safar de todos os golpes que aplica com inteligência e bom-humor! É uma leitura leve que, a cada página, nos faz tentar desvendar os próximos passos do protagonista!
A edição da saudosa Editora Ática foi presente do meu irmão Gerson, que estava organizando seus livros e descobriu que tinha mais de um exemplar... oba! Obrigada, Gé, por me presentear com pérolas que garimpa entre seus tesouros literários! Viva a gentileza! Viva a Literatura! :)
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
Raízes e memórias afetivas
Desenhista premiado, Jefferson se mostra um hábil roteirista em uma narrativa que trabalha junto à arte de forma encantadora. A obra é irretocável e nos oferece uma história, absolutamente, humana e universal, que nos toca ao longo das páginas e nos faz refletir sobre a nossa própria vida, nossa origem!



















