Coisa Phina
Um Olhar Apaixonado sobre Literatura, Cinema, Teatro, Música e Esporte!
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Um doce filme, uma bela recordação
sábado, 12 de setembro de 2026
A banda mais revolucionária das galáxias
Dia desses estava procurando um filme pra assistir sem grandes expectativas e eis que me aparece um que desde a primeira vez que ouvi falar despertou curiosidade e, ao mesmo tempo, uma certa repulsa, afinal a premissa de que, depois de um apagão, o mundo esquecia da existência dos Beatles é muito alarmante. Nasci ouvindo os garotos de Liverpool, meu irmão roqueiro adorava e continua adorando, cresci acompanhando as letras em revistinhas de música que ele colecionava.
Depois de fazer uma busca na internet e constatar que a banda não existe, ele passa, de forma pouco honesta, a gravar as músicas como se fossem suas composições... fiquei arrasada. Só que quando ele começa a cantar, embarcamos nas belas e instigantes canções: "Yesterday", "Let it be", "I want to hold your hand", She loves you", "I saw here standing there", "In my life", "Back in the USSR", The Long and winding road", "Here comes de sun", "Something", "A hard's day night", "Carry that weight hey" "Hey Jude", "Help", "All you need is love", "Ob-la-di, Ob-la-da". Com uma trilha sonora dessas, não há como não se encantar, mais uma vez, pela genialidade do quarteto!
Que alegria que os Beatles existiram! O mundo se tornou muito melhor com eles. O filme serviu pra resgatar músicas que não ouvia faz tempo. Ah! Beatles faz bem pra saúde e pra sonhar um pouco em meio às preocupações do dia a dia... recomendo! Viva o rock and roll! Viva John, Paul, George e Ringo! :)
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Tempos ainda difíceis para os sonhadores
Ah! Adoro filmes franceses! Adorei tudo! Com direção de Jean-Pierre Jeunet e roteiro dele e de Guillaume Laurent, o longa já me conquistou logo no início, quando o narrador começa a apresentar cada um dos personagens, suas características e manias... Os pais de Amélie são um caso à parte... rsrsrs... ele, médico, não tem o hábito de demonstrar carinho à filha e acaba por diagnosticá-la com uma doença fictícia, o que faz com que a menina não frequente a escola; a mãe é professora, tem tique nervoso, gosta de dar lustro no assoalho com suas pantufas e coube a ela alfabetizar a pequena em casa mesmo. Assim, sempre sozinha, privada da companhia de outras crianças, Amélie inventa um mundo só dela!
As cenas com o anão de jardim do pai são impagáveis... rsrsrs... Pra incentivá-lo a viajar, ela pega o dito cujo escondida e, de repente, o pai começa a receber cartas com fotos do anão de jardim em várias partes do mundo, como um turista dos mais viajados... e o melhor de tudo é a reação nonsense do Senhor Poulain, olhando as fotos e dizendo: "Eu não entendo"... ahahaha...
sábado, 5 de setembro de 2026
Livros e HQs à mancheia
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Enredo tocante... arte acolhedora
sábado, 29 de agosto de 2026
Passa a bola, Lola!
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| Ilustração: Kleverson Mariano |
– Passa a bola, Lola! Este era o pedido que mais se ouvia quando ela invadia a pelada dos irmãos mais velhos. Ícaro, de 10, e Ítalo, de 8 anos, passavam as férias jogando futebol num pequeno campinho gramado no quintal dos fundos cedido pela mãe para que suas roseiras se livrassem das boladas certeiras.
Como é fato conhecido, até pouco tempo atrás, as mulheres não tinham vez quando o assunto era futebol. Entender do esporte, tudo bem, mas jogar? Driblar? Fazer golaços? Sem chance, fora de cogitação! Por isso, Iolanda, ou melhor, a centroavante Lola, passou parte da infância jogando só com os irmãos.
Aos poucos, o pai, que era meio reticente em apoiar a filha em um mundo tão masculino quanto o do futebol, começou a perceber que ela tinha mais do que jeito pra coisa… e, então, quando a menina completou seis anos, deu de presente um uniforme completo com direito à chuteira profissional e resolveu que era hora de matriculá-la em uma escolinha, afinal, praticar esportes é, antes de tudo, muito saudável.
Lola ficou radiante, sua mãe nunca viu seu sorriso tão iluminado como quando recebeu o uniforme e foi pra escolinha de futebol, nem quando ganhou uma boneca do seu tamanho, seu maior sonho de infância! Ainda assim, a boneca seguiu sendo sua companheira e herdando os uniformes antigos da garotinha.
Durante todos os anos em que esteve na escolinha, o pai fazia questão de levar e buscar a filha, adorava as conversas no carro sobre o treino, as jogadas ensaiadas e seus gols. Até que um dia, o olheiro de um time grande foi assistir um jogo aleatório, sem qualquer aviso.
Na ocasião, Lola foi a única criança convidada a fazer um teste na peneira do tal clube. Emocionado e meio reticente, o pai aceitou, mas disse que precisava conversar com a esposa antes de qualquer coisa. O olheiro deixou seu cartão e marcou o teste para a semana seguinte. Lola não deu uma palavra no caminho da escolinha à casa.
A mãe, mesmo assustada com a possibilidade de sua filha se machucar num jogo de contato por vezes tão violento, apoiou Lola e, então, a família toda acompanhou-a no teste. Os irmãos, embora meio constrangidos por nunca terem sido chamados para peneiras, no fundo não se importaram, afinal, ela era a mais talentosa dos três. Resultado: a pequena foi aceita e passou a integrar o clube nas categorias de base. Festa no gramado dos fundos do quintal, abram alas para a nova centroavante!
Dez anos depois, Lola estreou como profissional na partida final do Campeonato Paulista de Futebol! Na arquibancada, pai, mãe e irmãos se desmancharam de orgulho ao assistirem ao primeiro gol da sua querida café-com-leite. Torcendo a plenos pulmões, Ícaro e Ítalo ostentavam, durante o jogo, um cartaz enorme com a frase que mais gritavam no campinho da família, mas com uma modificação bastante significativa: PASSA A BOLA PRA LOLA! :)
* Escrevi esta doce e futebolística crônica para um concurso, mas não fui escolhida... faz parte... então, resolvi postar em meu querido blog, afinal, minha centroavante merece ser conhecida!
** Assim que vi a ilustração do Kleverson (@kleverson_mariano) no Instagram, reconheci minha Lola... rsrsrs... Por isso, pedi autorização para publicar aqui e ele, gentilmente, autorizou! Mais uma vez, obrigada pela parceria e parabéns por sua arte!
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Encanto, bom humor... e altas reflexões!
Uma curiosidade: quando os créditos começam a subir e aparecem fotos da família ao longo dos anos, fiquei impressionada com a semelhança de muitas delas com registros de minha mãe e meu pai quando jovens, por volta de 1950. Que elegante reminiscência! :)













