Coisa Phina
Um Olhar Apaixonado sobre Literatura, Cinema, Teatro, Música e Esporte!
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Flanando por aí
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Alegria é resistência
– "É melhor ser alegre que ser triste. Alegria é a melhor coisa que existe. É assim como a luz no coração"!
– Ah! "Samba da Benção"... Vinícius de Moraes e Baden Powell! Adoro!
– Que letra, querido! O poetinha sabe das coisas!
– Pois é... mas achei que você tava um tanto quanto desanimadinha.
– Imagina! Tava só pensativa, amor! E nessas horas, gosto muito de cantar... uma bela canção sempre provoca sorrisos. Além do mais, alegria é um ato de resistência!
– Concordo muito! Aliás, nossas lutas são sempre acompanhadas de um sorriso largo!
– Agora lembrei de uma do Guilherme Arantes... "pra nunca perder esse riso largo e essa simpatia estampada no rosto"... rsrsrs...
– "Cuide-se bem"... uma bela canção puxa a outra... rsrsrs...
– Boa, amor!
– A alegria consciente é nosso combustível pra enfrentar as maluquices que têm nos surpreendido por aí, querida!
– A doce Cora Coralina dizia: "a alegria é uma escolha, uma atitude diante da vida"!
– Que lindeza, amor!
– Olha que depois de falar de coisas tão bonitas e relevantes, tô mais forte!
– Que bom, querida! Então, "deixa a tristeza pra lá. Canta forte, canto alto, que a vida vai melhorar"!
– Grande Martinho da Vila! Nesse caso, vou ter que cantar com você e dar um breque nas reflexões!
– Antes de cantarmos... falando em reflexão, vi uma entrevista do saudoso Paulo Freire que vem bem a calhar... ouça esse trecho: "sou inveteradamente esperançoso, tenho um certo gosto verdadeiro, na intimidade do meu ser, de brigar pela esperança"!
– Ah! Somos três! :)
* Ao escrever esta singela crônica, meus adoráveis personagens me ajudaram a esperançar! Viva a democracia!
sábado, 3 de outubro de 2026
Pelas ruas da capital francesa
Quando fui à exposição "Traçando Verissimo - O Mundo Fabuloso do Mestre do Humor Brasileiro", no Centro Cultural Fiesp, na Avenida Paulista, postei uma crônica (publicada em 26/09) e fiquei encantada com tudo, primeiro porque sou fã do autor desde sempre, segundo porque conheci um pouco mais sobre sua vida e carreira... porém quando vi o original da apresentação de "Traçando Paris" fiquei curiosa pra ler, saí pesquisando... e agradeço, imensamente, à existência dos sebos, em especial ao Sebo do Messias, onde comprei meu exemplar!
O livro é uma viagem sentimental que relata as particularidades de Paris na visão desse mestre do humor elegante! Como sempre acontece com sua obra, a leitura é fluida, divertida e inteligente, tratando de temas cotidianos com pitadas de História. Tive o prazer de conhecer vários pontos da capital francesa mostrados por ele, mas muitos outros não... e agora? Vou ter que planejar nova visita à terra das delicadezas!
Logo de cara adorei o trecho: "Estamos na frente da Catedral de Notre Dame. Do alto destas torres sete séculos nos contemplam. E se você aguçar os olhos e a imaginação, também poderá ver o corcunda Quasimodo nos espiando de dentro de um nicho, lá em cima..." Incrível, quando estive em frente à Catedral pensei na mesma coisa, achei tão deslumbrante e grandiosa... mas evitava olhar com atenção para o alto das torres, porque também pensei que veria o corcunda me observando... rsrsrs...
As ilustrações de Joaquim da Fonseca conseguem captar todo o encanto da capital francesa e sua elegante arquitetura. Até a polêmica pirâmide de vidro em frente ao majestoso Museu do Louvre tem seu charme... tanto nos belos traços do artista quanto ao vivo!Confesso que, em 2015, quando vi a pirâmide estranhei, mas a foto (ao lado) que fiz da estrutura metálica com o sóbrio prédio ao fundo ornou... rsrsrs... Depois de muito observar, acabei adorando o resultado, não só da minha foto, mas também da mistura sofisticada do moderno com o clássico!Verissimo e família moraram em um apartamento da Rue Greneta, na parte mais antiga da cidade, de maio a dezembro de 1990. Em cada uma das crônicas, ele nos leva de carona, seja em suas observações pela janela, seja em suas andanças pelas ruas, enquanto ia se acostumando com a nova vizinhança. A poética ilustração de Fonseca (ao lado) nos convida a conhecer todos endereços e roteiros sugeridos. Com muito bom-humor, ironia e elegância, a cada página nos são apresentados o comportamento dos franceses, fatos históricos e sufocos cotidianos em meio à fascinação que o autor tinha pela capital francesa.
Ah! É uma leitura leve pra quem, como eu, adora as sutilezas da doce Cidade-Luz... ou melhor, La Ville Lumierè! "Agora, andem, que Paris é para sempre"... assim como nosso saudoso mestre das crônicas! Viva Luis Fernando Verissimo! :)
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Levemente nostálgicos
– Ah! Uma variedade de revistas e gibis pendurados chamando a gente pra ler!
– Tudo colorido! Era uma festa pra todas as idades! Sem chance de passar em frente e ignorar!
– Ahahaha... pois é... era muito bom, tinha em qualquer esquina, de todos os bairros da cidade, sem miséria... pena que, atualmente, são tão escassas.
– Tudo era papel... tudo físico... e a alegria indiscutível de ter algo pra abraçar e levar pra casa!
– Antes que digam que somos muito nostálgicos...
– ... Somos mesmo... ahahaha...
– Ahahaha... a saudade de coisas boas do passado não anula as coisas boas do presente, apenas validam a beleza de tempos em que não existia tanta tecnologia, ninguém nos rastreava... e tudo parecia mais humano, inclusive, as relações!
– Ah! A nossa continua transbordando de amor!
– Emocionei, querida!
– Olha que coincidência... você sabia que hoje é Dia Nacional do Jornaleiro?
– Não, mas sabe de quem lembrei agora? Do Seu Pepe e seu topete grisalho...
– E aquele bigodinho fino... que elegante!
– Ah! Você gosta de bigodinho fino?
– Sim, mas tem que ter estilo! E o Seu Pepe sempre teve muito, além da simpatia!
– Nossa! Eu querendo recordar uma lembrança pueril do jornaleiro e você toda animada com o estilo do Seu Pepe! Tô surpreso!
– Por que, amor? Era um senhor muito bem apessoado, sempre muito paciente com a pressa estabanada das crianças, só isso!
– Continuo impressionado! Você tem uma tese sobre o comportamento do Seu Pepe? E eu que pensava que ele era só o dono da banca de jornal mais legal do bairro!
– Ahahaha... você tá com ciúme do Seu Pepe da banca?
– Não, mas do jeito que você fala parece que ele era um velhinho e pelo que me lembro era só um cara grisalho e ainda bem novo... eu diria sapecado!
– Ahahaha... agora você acha que ele era novo e sapecado porque tem quase a mesma idade que ele tinha, mas, na época, a gente era criança...
– Ahahaha... tá bom, bela forma de me lembrar que estou começando a ficar grisalho...
– ... e continua charmoso, querido! Não estrague nossa recordação, eu só pensava em comprar gibi e ser feliz!
– Obrigado pelo elogio, eu também só pensava em comprar gibis! Mas voltando ao tema central de nossa conversa... a Banca do Pepe era passagem obrigatória depois da aula... aos sábados...
– ... aos domingos e feriados também... ahahaha...
– Ahahaha... toda hora era ideal pra dar uma passadinha por lá! Nossa! E a gente nunca se encontrou na banca... que coisa!
– Ah! Moramos no mesmo bairro, mas não estudamos na mesma escola... e nem sempre eu passava na banca quando tinha vontade, meus pais controlavam meus trocados... ahahaha...
– Mesmo assim, a Banca do Pepe tava sempre cheia de crianças... queria ter te conhecido com aquelas tranças da fotografia!
– E eu queria ter conhecido você com aquela franja...
– Ahahaha... nem me lembre daquela franja...
– Por quê? Tão lindinho...
– Sei que smpre fui lindo!
– Deixa de ser convencido! A hora exata da gente se encontrar esta escrita nas estrelas... rsrsrs... mas isso é outra história, amor!
– É nossa bela história!
– Agora voltando à banca, lembra dos fascículos de enciclopédias de tudo que é assunto: animais, cinema, futebol...
– Adorava esperar a cada semana qual seria o fascículo da vez... era tão bom esse tempo, essa forma de colecionar aos poucos...
– Sem comparação! Eu adorava os fascículos de uma enciclopédia sobre animais selvagens...
– Também tive... a gente gastava as páginas de tanto ler e conhecer novas espécies. E os álbuns de figurinhas? Lembra quando não eram autocolantes?
– Aquelas do tempo dos nossos avós? Ahahaha... tá bom, mocinho, vamos parar de lembranças enrugantes!
– Ahahaha... enrugante é ótimo! Mas e o que dizer do prazer de ir à banca comprar o jornal pra...
– ... ler as tirinhas! Uau! A gente caminhava, conversava com o Seu Pepe e com qualquer pessoa que estivesse lá... ou seja...
– ... a banca de jornal era o ponto de encontro do bairro, era diversão garantida... e ainda tinha as balas e doces.
– Era um refúgio! Pena que esse cenário mudou tanto...
– O importante é que continuamos indo às bancas... procurando conversas boas como as do Seu Pepe!
– E alguém com a irresistível simpatia do melhor jornaleiro de todos os tempos!
– Concordo! Mas agora me diz uma coisa: será que tenho de me preocupar com jornaleiros grisalhos?
– Não seja grosseiro... Seu Pepe é uma lembrança de nossa infância...
– De fato... é outra lembrança que nos liga, mesmo sem nunca termos ido juntos à banca!
– Ah... adoro nossa história, amor!
– Adoro nós dois! :)
* A doce ilustração é da minha querida @alikailustra (sobrinha/afilhada/parceira/ilustradora/designer) ❤️
sábado, 26 de setembro de 2026
Mestre das crônicas e do humor elegante
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Uma escritora que merece reconhecimento
Única mulher entre os idealizadores da Academia Brasileira de Letras (ABL), Júlia Lopes de Almeida não foi escolhida para ocupar uma das cadeiras quando da oficialização da instituição, simplesmente, por ser mulher. Os intelectuais não aceitaram sua inclusão, pois se inspiraram na Académie Française de Lettres, onde não havia a presença feminina. Então, no lugar de Júlia, quem ocupou a cadeira número 3 foi seu marido, o poeta português Filinto de Almeida. Uma enorme injustiça!
Como mulher, que adora ler e escrever, fico indignada com essa falta de respeito. No início do século XX, ela era considerada a escritora mais importante do Brasil. Pioneira na luta pelos direitos das mulheres, defendia o voto e a educação formal, combateu a escravidão, a violência sexual e condenava a supremacia masculina. Enfim, uma grande escritora e uma cidadã consciente que, certamente, merece muito mais reconhecimento.
Pela primeira vez, tive a oportunidade de ler sua obra, adorei a forma como Júlia conduz as tramas, constrói os personagens e torna a leitura fluida. Além de retratar a sociedade brasileira no século XIX e início do século XX, faz uma crítica contundente à elite, enfocando machismo, preconceito e desigualdade social.
Em "A Falência", a escritora nos conta a história do português Francisco Teodoro, um comerciante que enriquece por meio do café e é casado com Camila, uma moça de origem humilde que aceita se casar em troca de ascensão social. O casal vive confortavelmente, com quatro filhos e uma sobrinha. Camila é mantém um relacionamento extra-conjugal com o medico Gervásio. Ao longo da trama, a falência que atinge a família não é apenas financeira, mas também moral.Em "A Intrusa", Argemiro, um advogado viúvo, certo dia, resolve colocar um anúncio no jornal para contratar uma governanta. A ideia é que a funcionária cuidaria não só da casa, mas também da educação de sua filha, Maria da Glória, uma menina mimada, que mora com os avós maternos em uma chácara. O detalhe é que Argemiro tinha uma condição bizarra: que a governante jamais falasse diretamente com ele e evitasse circular pelos cômodos quando o patrão estivesse em casa.
Alice, a contratada, rapidamente se adapta às exigências e desempenha suas tarefas de maneira eficiente, muito carinhosa com a menina e nos cuidados com tudo o que diz respeito ao patrão. Os dias vão passando e Argemiro passa a adorar o ambiente de limpeza e organização de sua casa e a mudança de comportamento da filha.
Adorei, especialmente, um trecho em que um dos personagens fala sobre os romances e o ato de escrever: "Bem dizem os romancistas que os romances se fazem por si. Criada a personagem, posta no meio em que terá de agir, ela caminhará por seus pés até o ponto final do último capítulo. Acontece, por isso, que o autor tem, às vezes, verdadeiras surpresas, como se todos os atos dos seus heróis não fossem obra sua! Concebida a ideia fundamental do livro, está criado o sopro de vida que o animará. A dificuldade está toda no primeiro impulso!" Concordo plenamente! Viva Júlia Lopes de Almeida! Viva as escritoras, que nos abriram as portas, e sua preciosa contribuição à Literatura Brasileira! :)
* Ah! Já que estamos em tempo de eleições, valorize seu voto e celebre a importância de exercer esse direito!
sábado, 19 de setembro de 2026
Vamos ao teatro!
* Na foto, meus exemplares de peças do saudoso Plínio Marcos (adorava encontrá-lo nos corredores da Bienal do Livro de São Paulo pra conversar e pegar seu autógrafo); e uma relíquia... rsrsrs... o tíquete do espetáculo "Dores de Amores" (1989), de autoria de Léo Lama, filho do Plínio e da grande atriz Walderez de Barros, que tinha como protagonistas Malu Mader e o querido e talentosíssimo Taumaturgo Ferreira! Viva o Teatro brasileiro!
















