Gostei demais! É uma obra sensível não só pelos personagens carismáticos e cores vivas, mas pela mensagem de otimismo, mesmo quando os problemas estão à espreita! A imaginação infantil e a magia da natureza tornam a animação encantadora. Valeu pelos inspiradores momentos de descanso. Viva a arte de Miyazaki! Viva a Cultura! :)
Coisa Phina
Um Olhar Apaixonado sobre Literatura, Cinema, Teatro, Música e Esporte!
quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Sensibilidade e diversão
Gostei demais! É uma obra sensível não só pelos personagens carismáticos e cores vivas, mas pela mensagem de otimismo, mesmo quando os problemas estão à espreita! A imaginação infantil e a magia da natureza tornam a animação encantadora. Valeu pelos inspiradores momentos de descanso. Viva a arte de Miyazaki! Viva a Cultura! :)
sábado, 17 de outubro de 2026
Um sábado relaxante
– Também adorei, querida! Fazia tempo que a gente não tirava o sábado pra passear sem rumo.
– Pois é... e nossa passada rápida na banca de jornal me aliviou uma saudade enorme...
– Sei bem... achei que seria interessante sair pra arejar um pouco sem programação.
– Ah! E adorei comprar palavras cruzadas.
– Lembrou da sua velhinha, amor?
– Às vezes, a gente acorda assim... com saudade de quem foi e continua sendo importante pra gente, mesmo sem estar mais aqui...
– Era você quem comprava as palavras cruzadas?
– Não, querido! Eu era pequenininha... tava começando a aprender a ler... minha mãe que comprava... e era uma alegria imensa ver os olhos brilhantes da minha avó pegando a sacolinha e começando imediatamente a fazer as palavras cruzadas... era uma boa terapia pra ela... e, inclusive, é muito bom pra saúde dos mais velhos!
– Opa! Acho que tá na hora da gente começar a armazenar palavras cruzadas... rsrsrs...
– Ahahaha... bobo, mas é bom mesmo!
– Concordo! Só falei pra alegrar o dia!
– Você sempre me alegra o dia...
– ... não é isso que você diz quando esqueço a toalha na cadeira do quarto... e isso porque não é na cama... ahahaha...
– Ahahaha... mas depois que dou bronca, sempre faço um carinho pra amenizar...
– Ahahaha... aí, realmente, me alegra o dia.
– Deixa de safadeza... eu tava aqui num momento doce, lembrando de minha avó e você vem...
– Quem começou a me provocar foi você dizendo que depois das broncas faz carinho aqui no seu menino travesso... rsrsrs...
– Ahahaha... sem comentários! Tá mais pra menino maluquinho...
– Gostei... grande Ziraldo! Mas voltando à sua avó... sabe o que me deu vontade de fazer agora?
– Palavras cruzadas?
– Ahahaha... mais tarde! Agora tava pensando que a gente podia fazer aquela bolachinha de amêndoas que ela te ensinou...
– Ah! Adorei, amor! É uma forma de lembrar um pouquinho mais dela nessa manhã tranquila.
– Posso ajudar, untando a forma...
– Claro que quero sua ajuda, vamos fazer a bolachinha em homenagem à minha avó, mas sem bagunça!
– Ah! Assoprar um pouquinho de farinha em você não pode ser classificado como uma bagunça propriamente dita!
– Ahahaha... nem vem, depois sou eu que tenho que limpar a cozinha toda por conta da sua suave assopradinha. Por que você não unta a forma como todo mundo?
– Como diria nossas mães e, provavelmente, sua avó... eu não sou todo mundo!
– Original, ele!
– Grosseira, ela! Mas adoro mesmo assim.
– Ah! Então vem alegrar meu sábado, menino travesso!
– É pra já! :)
* Outro dia, pela manhã, passei na banca de jornal e quando olhei para as revistas de palavras cruzadas, imediatamente, lembrei que minha querida e saudosa mãe adorava! Uma doce lembrança que me inspirou a escrever esta singela crônica! ❤️
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Flanando por aí
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Alegria é resistência
– "É melhor ser alegre que ser triste. Alegria é a melhor coisa que existe. É assim como a luz no coração"!
– Ah! "Samba da Benção"... Vinícius de Moraes e Baden Powell! Adoro!
– Que letra, querido! O poetinha sabe das coisas!
– Pois é... mas achei que você tava um tanto quanto desanimadinha.
– Imagina! Tava só pensativa, amor! E nessas horas, gosto muito de cantar... uma bela canção sempre provoca sorrisos. Além do mais, alegria é um ato de resistência!
– Concordo muito! Aliás, nossas lutas são sempre acompanhadas de um sorriso largo!
– Agora lembrei de uma do Guilherme Arantes... "pra nunca perder esse riso largo e essa simpatia estampada no rosto"... rsrsrs...
– "Cuide-se bem"... uma bela canção puxa a outra... rsrsrs...
– Boa, amor!
– A alegria consciente é nosso combustível pra enfrentar as maluquices que têm nos surpreendido por aí, querida!
– A doce Cora Coralina dizia: "a alegria é uma escolha, uma atitude diante da vida"!
– Que lindeza, amor!
– Olha que depois de falar de coisas tão bonitas e relevantes, tô mais forte!
– Que bom, querida! Então, "deixa a tristeza pra lá. Canta forte, canto alto, que a vida vai melhorar"!
– Grande Martinho da Vila! Nesse caso, vou ter que cantar com você e dar um breque nas reflexões!
– Antes de cantarmos... falando em reflexão, vi uma entrevista do saudoso Paulo Freire que vem bem a calhar... ouça esse trecho: "sou inveteradamente esperançoso, tenho um certo gosto verdadeiro, na intimidade do meu ser, de brigar pela esperança"!
– Ah! Somos três! :)
* Ao escrever esta singela crônica, meus adoráveis personagens me ajudaram a esperançar! Viva a democracia!
sábado, 3 de outubro de 2026
Pelas ruas da capital francesa
Quando fui à exposição "Traçando Verissimo - O Mundo Fabuloso do Mestre do Humor Brasileiro", no Centro Cultural Fiesp, na Avenida Paulista, postei uma crônica (publicada em 26/09) e fiquei encantada com tudo, primeiro porque sou fã do autor desde sempre, segundo porque conheci um pouco mais sobre sua vida e carreira... porém quando vi o original da apresentação de "Traçando Paris" fiquei curiosa pra ler, saí pesquisando... e agradeço, imensamente, à existência dos sebos, em especial ao Sebo do Messias, onde comprei meu exemplar!
O livro é uma viagem sentimental que relata as particularidades de Paris na visão desse mestre do humor elegante! Como sempre acontece com sua obra, a leitura é fluida, divertida e inteligente, tratando de temas cotidianos com pitadas de História. Tive o prazer de conhecer vários pontos da capital francesa mostrados por ele, mas muitos outros não... e agora? Vou ter que planejar nova visita à terra das delicadezas!
Logo de cara adorei o trecho: "Estamos na frente da Catedral de Notre Dame. Do alto destas torres sete séculos nos contemplam. E se você aguçar os olhos e a imaginação, também poderá ver o corcunda Quasimodo nos espiando de dentro de um nicho, lá em cima..." Incrível, quando estive em frente à Catedral pensei na mesma coisa, achei tão deslumbrante e grandiosa... mas evitava olhar com atenção para o alto das torres, porque também pensei que veria o corcunda me observando... rsrsrs...
As ilustrações de Joaquim da Fonseca conseguem captar todo o encanto da capital francesa e sua elegante arquitetura. Até a polêmica pirâmide de vidro em frente ao majestoso Museu do Louvre tem seu charme... tanto nos belos traços do artista quanto ao vivo!Confesso que, em 2015, quando vi a pirâmide estranhei, mas a foto (ao lado) que fiz da estrutura metálica com o sóbrio prédio ao fundo ornou... rsrsrs... Depois de muito observar, acabei adorando o resultado, não só da minha foto, mas também da mistura sofisticada do moderno com o clássico!Verissimo e família moraram em um apartamento da Rue Greneta, na parte mais antiga da cidade, de maio a dezembro de 1990. Em cada uma das crônicas, ele nos leva de carona, seja em suas observações pela janela, seja em suas andanças pelas ruas, enquanto ia se acostumando com a nova vizinhança. A poética ilustração de Fonseca (ao lado) nos convida a conhecer todos endereços e roteiros sugeridos. Com muito bom-humor, ironia e elegância, a cada página nos são apresentados o comportamento dos franceses, fatos históricos e sufocos cotidianos em meio à fascinação que o autor tinha pela capital francesa.
Ah! É uma leitura leve pra quem, como eu, adora as sutilezas da doce Cidade-Luz... ou melhor, La Ville Lumierè! "Agora, andem, que Paris é para sempre"... assim como nosso saudoso mestre das crônicas! Viva Luis Fernando Verissimo! :)
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Levemente nostálgicos
– Ah! Uma variedade de revistas e gibis pendurados chamando a gente pra ler!
– Tudo colorido! Era uma festa pra todas as idades! Sem chance de passar em frente e ignorar!
– Ahahaha... pois é... era muito bom, tinha em qualquer esquina, de todos os bairros da cidade, sem miséria... pena que, atualmente, são tão escassas.
– Tudo era papel... tudo físico... e a alegria indiscutível de ter algo pra abraçar e levar pra casa!
– Antes que digam que somos muito nostálgicos...
– ... Somos mesmo... ahahaha...
– Ahahaha... a saudade de coisas boas do passado não anula as coisas boas do presente, apenas validam a beleza de tempos em que não existia tanta tecnologia, ninguém nos rastreava... e tudo parecia mais humano, inclusive, as relações!
– Ah! A nossa continua transbordando de amor!
– Emocionei, querida!
– Olha que coincidência... você sabia que hoje é Dia Nacional do Jornaleiro?
– Não, mas sabe de quem lembrei agora? Do Seu Pepe e seu topete grisalho...
– E aquele bigodinho fino... que elegante!
– Ah! Você gosta de bigodinho fino?
– Sim, mas tem que ter estilo! E o Seu Pepe sempre teve muito, além da simpatia!
– Nossa! Eu querendo recordar uma lembrança pueril do jornaleiro e você toda animada com o estilo do Seu Pepe! Tô surpreso!
– Por que, amor? Era um senhor muito bem apessoado, sempre muito paciente com a pressa estabanada das crianças, só isso!
– Continuo impressionado! Você tem uma tese sobre o comportamento do Seu Pepe? E eu que pensava que ele era só o dono da banca de jornal mais legal do bairro!
– Ahahaha... você tá com ciúme do Seu Pepe da banca?
– Não, mas do jeito que você fala parece que ele era um velhinho e pelo que me lembro era só um cara grisalho e ainda bem novo... eu diria sapecado!
– Ahahaha... agora você acha que ele era novo e sapecado porque tem quase a mesma idade que ele tinha, mas, na época, a gente era criança...
– Ahahaha... tá bom, bela forma de me lembrar que estou começando a ficar grisalho...
– ... e continua charmoso, querido! Não estrague nossa recordação, eu só pensava em comprar gibi e ser feliz!
– Obrigado pelo elogio, eu também só pensava em comprar gibis! Mas voltando ao tema central de nossa conversa... a Banca do Pepe era passagem obrigatória depois da aula... aos sábados...
– ... aos domingos e feriados também... ahahaha...
– Ahahaha... toda hora era ideal pra dar uma passadinha por lá! Nossa! E a gente nunca se encontrou na banca... que coisa!
– Ah! Moramos no mesmo bairro, mas não estudamos na mesma escola... e nem sempre eu passava na banca quando tinha vontade, meus pais controlavam meus trocados... ahahaha...
– Mesmo assim, a Banca do Pepe tava sempre cheia de crianças... queria ter te conhecido com aquelas tranças da fotografia!
– E eu queria ter conhecido você com aquela franja...
– Ahahaha... nem me lembre daquela franja...
– Por quê? Tão lindinho...
– Sei que smpre fui lindo!
– Deixa de ser convencido! A hora exata da gente se encontrar esta escrita nas estrelas... rsrsrs... mas isso é outra história, amor!
– É nossa bela história!
– Agora voltando à banca, lembra dos fascículos de enciclopédias de tudo que é assunto: animais, cinema, futebol...
– Adorava esperar a cada semana qual seria o fascículo da vez... era tão bom esse tempo, essa forma de colecionar aos poucos...
– Sem comparação! Eu adorava os fascículos de uma enciclopédia sobre animais selvagens...
– Também tive... a gente gastava as páginas de tanto ler e conhecer novas espécies. E os álbuns de figurinhas? Lembra quando não eram autocolantes?
– Aquelas do tempo dos nossos avós? Ahahaha... tá bom, mocinho, vamos parar de lembranças enrugantes!
– Ahahaha... enrugante é ótimo! Mas e o que dizer do prazer de ir à banca comprar o jornal pra...
– ... ler as tirinhas! Uau! A gente caminhava, conversava com o Seu Pepe e com qualquer pessoa que estivesse lá... ou seja...
– ... a banca de jornal era o ponto de encontro do bairro, era diversão garantida... e ainda tinha as balas e doces.
– Era um refúgio! Pena que esse cenário mudou tanto...
– O importante é que continuamos indo às bancas... procurando conversas boas como as do Seu Pepe!
– E alguém com a irresistível simpatia do melhor jornaleiro de todos os tempos!
– Concordo! Mas agora me diz uma coisa: será que tenho de me preocupar com jornaleiros grisalhos?
– Não seja grosseiro... Seu Pepe é uma lembrança de nossa infância...
– De fato... é outra lembrança que nos liga, mesmo sem nunca termos ido juntos à banca!
– Ah... adoro nossa história, amor!
– Adoro nós dois! :)
* A doce ilustração é da minha querida @alikailustra (sobrinha/afilhada/parceira/ilustradora/designer) ❤️


















