sábado, 11 de julho de 2026
Elementar, meu caro leitor!
quarta-feira, 8 de julho de 2026
Encantos do futebol
– Vamos comentar um pouco sobre a Copa do Mundo 2026?
– Alguma razão especial, depois do vexame?
– Nada a ver com o vexame. Nem esperava nada dessa turma mesmo... quero falar sobre o que tem me encantado na Copa...
– Ah! Vamos comentar! Gosto de Copas do Mundo porque elas sempre trazem momentos marcantes.
– Que bom... então, vamos lá... eu começo com uma que sempre gosto de ver: as torcidas todas misturadas nas arquibancadas dos estádios! Claro que sempre tem aquele mar de torcedores juntos...
– ... remando bem pra caramba... rsrsrs...
– Pois é... remaram, acima de tudo, com vontade, com habilidade!
– Parabéns aos vikings... mas deixemos esse capítulo pra lá.
– Certo, excluindo lembranças desagradáveis em... três... dois... um! Agora, diga alguma coisa que está te encantando, amor!
– Tô gostando por ser a Copa de lendas que estão se despedindo, mas ainda com o mesmo comprometimento, mesma alegria de menino ao chutar uma bola e ao comemorar um gol... tipo o argentino Lionel Messi que tá disputando a artilharia; o croata Luka Modric; o goleirão alemão Manuel Neuer... ah... falando em goleiro, o mexicano Ochoa, que jogou poucos minutos, mas lançou uma bola que resultou em um belo gol!
– A briga pela artilharia tá muito legal: Messi com oito gols, o francês Kylian Mbappé e o norueguês Erling Haaland com sete cada, o inglês Harry Kane com seis! Os caras estão implacáveis... muito bom ver atacantes tão efetivos! O que mais, querido?
– Também gostei de algumas seleções pela garra: Inglaterra, Bélgica e mesmo as desclassificadas do Paraguai, Canadá e México, que caíram lutando.
– Ah! Nem vem... a que mais me encanta é a Seleção Francesa... eles são demais! No ataque tem uma cacetada de jogadores de alto nível que estão entregando tudo: Mbappé, Dembélé, Doué, Olise, Thuram, Barcola...
– Chega! Já entendi que temos uma torcedora "Les Bleus"!
– Allez les Bleus!
– Creio que tá faltando alguém na lista de encantos dessa Copa...
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| Foto: Charlotte Wilson/Getty Images |
– Ah! O mais marcante: Cristiano Ronaldo! Participou de seis Copas, marcou gols nas seis, é um atleta com a maiúsculo... gente muito boa, tenho o maior respeito por ele!
– Concordo que ele é uma lenda... pena que a Seleção Portuguesa...
– ... nem me fale, aquele bando de moleque boicotou o CR7, ninguém cruzava pra ele. As poucas vezes que ele teve a bola marcou gol, mas fazer o quê... o meio campo português tá de parabéns, reunião de insensatos!
– Calma, querida! Não fique nervosa, durante todo o jogo das oitavas só ouvi você gritando: toca a bola pro Cristiano!
– Pois é... mas como dizia Mário Quintana: "Todos esses aí que estão atravancando meu caminho, eles passarão, eu passarinho". Viva CR7!
– Temos aqui uma torcedora franco-Cristianoronaldina... ahahaha...
– Ahahaha... e aí temos um torcedor de La Scaloneta!
– Ahahaha... oficialmente, La Albiceleste! Mas calma que ainda tem outras seleções fortes por aí, vamos ficar atentos com La Roja, The Three Lions, Diables Rouges, Lios de l'Atlas, Vikins e Schweizer Nati.
– As quartas de final vão ser eletrizantes, querido!
– E o melhor de tudo é assistir todos os jogos agarradinho com a melhor torcedora das galáxias!
– Ah... adoro nossa arquibancada particular, meu torcedor preferido! E viva quem joga futebol com amor, garra... e SIUUU! :)
sábado, 4 de julho de 2026
Um clássico anti-herói
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Pensamentos desenfreados
Esgotada, ela fecha os olhos, tenta se acalmar... e logo vem a lembrança assustadora dos vidros das janelas da sala! Já passou da hora de limpá-los, mas não é preguiça, é dor nas costas. Dá um suspiro... estica as pernas e... ah... esqueceu de tirar a carne do congelador.... tudo bem, deixa pra lá. Ouve o caminhão do lixo passando... misericórdia, não separou os recicláveis! Agora só na semana que vem... paciência.
E, assim como veio, o turbilhão de pensamentos parece cessar gradativamente. Curiosa, antes de se aconchegar com o cobertor, olha o relógio! O que? Meia-noite e meia? Como isso pode ter acontecido? Clotilde se deitou antes das dez! Precisava tanto dormir... relaxar... e, afinal, pega no sono! Melhor assim, amanhã ela resolve tudo, mesmo que com belas olheiras de panda! :)
sábado, 27 de junho de 2026
Perspicácia animal
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Uma contundente e irônica crítica social
sábado, 20 de junho de 2026
Bate-estaca, pássaros e um mar de prédios
quarta-feira, 17 de junho de 2026
A relevância do beijo
sábado, 13 de junho de 2026
Primeira visita
Na exposição principal, adorei a "Sala Pelé", as várias fotos dele em ação são fascinantes... pra quem, como eu, não o viu jogar, é uma forma de conhecer um pouco da magia do Rei! Sem contar com o registro dele com o manto sagrado do meu querido Saaaaaaantoooooos! E falando em emoção, uma das experiências mais empolgantes é a chamada "Sala da Exaltação". Telões enormes projetam imagens de várias torcidas com seus gritos de guerra em meio às pilastras de sustentação do Pacaembu... é de arrepiar! A vontade é estar na arquibancada cantando junto!
As cinco conquistas da Seleção Brasileira são contadas com os respectivos contextos de cada época. Tentei me atentar mais às de 1958, 1962 e 1970, porque assisti o tetra e o penta... rsrsrs... Mas o que mais procurei foram as fotos dos jogadores e seus uniformes que, aliás, pude conferir também na exposição temporária "Amarelinha"! Camisas de craques de várias gerações, todas com as marcas do tempo e da luta que enfrentaram em campo... Adorei!
Sempre me interessei por curiosidades, itens raros e tudo que envolve o universo do futebol e, para isso, o Museu é um prato cheio! Destaco três (foto ao lado) que me chamaram a atenção e despertaram lembranças afetivas! Primeiro, alguns cards do querido "Futebol Cards da Ping Pong", tive o do Nilton Batata, atacante do "glorioso alvinegro praiano"... rsrsrs... Adorei lembrar que me divertia com o grande e saudoso Jô Soares, no programa "Viva o Gordo", e seu Zé da Galera, que ligava do orelhão para o também grande e saudoso Telê Santana, implorando para o técnico da Seleção Brasileira (1982 e 1986): "Bota ponta, Telê"! Ah! A Seleção de 82! Pra mim, a melhor que vi, tudo bem que não ganhou, mas encantou e muito! A capa icônica do "Jornal da Tarde" revela bem o que sentimos naquele dia! Mas no futebol é assim mesmo, por isso, é tão inspirador!quarta-feira, 10 de junho de 2026
Sabor outonal
sábado, 6 de junho de 2026
Uma bela e atribulada viagem
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Os labirintos da mente humana
Mesmo atormentado, ele continua em Petersburgo, vestindo farrapos e isolado do convívio social, considerando-se mais inteligente do que qualquer um e quase não tolerando interações. Está sempre taciturno, refletindo sobre injustiças, moral, valores... adora Napoleão e acredita que nem todos os crimes devem ser punidos, porque alguns deles podem levar a um bem maior para a sociedade... pensamento sombrio esse, hein?
A partir de todas as dificuldades que enfrenta quando tem que deixar a faculdade e perde os alunos particulares, o jovem resolve cometer um crime que, em sua visão "napoleônica" vai livrar o mundo de uma pessoa deplorável: a velha viúva, a qual empenha seus pertences a juros escorchantes.
A desigualdade social e a forma vil como o pobre é desprezado nos grandes centros urbanos são temas constantes na obra do autor e nos deixa aquele gosto amargo, afinal, infelizmente, em pleno no Século XXI, continuamos vivendo os mesmos dilemas. Mas o que mais impressiona na narrativa é a magistral habilidade de criar personagens humanos... ainda que Raskólnikov seja um assassino cruel, tem seus momentos de puro altruísmo, como quando ajuda outras pessoas tão ou mais pobres que ele, por exemplo, doando todo o dinheiro enviado pela mãe para ajudar no enterro de um pai de família, de quem presencia o atropelamento.
A facilidade que Dostoiévski tem de detalhar não só as emoções como os cenários nos dá a sensação de estarmos acompanhando toda a jornada do protagonista e demais personagens in loco, porém, neste caso, o melhor a fazer é ficarmos olhando bem de longe... rsrsrs... Brincadeiras à parte, adoro quando o escritor lança mão do bom-humor em algumas conversas entre o protagonista e seu amigo, Razumíkhim; e ao descrever as características fisicas e trajes de outros personagens; são momentos que ajudam a aliviar a constante tensão.
Acompanhamos um homem dividido que, por um lado, acredita que seu crime era necessário, mas, ao mesmo tempo, sofre com a consciência pesada e luta por redenção. Enfim, cada livro do autor é uma aula de escrita e aumenta a vontade de ler toda sua obra! Viva a Literatura Clássica! Salve a genialidade de Dostoiévski! :)
sábado, 30 de maio de 2026
Revisitando um filme aconchegante
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Não abandone seu poeta
sábado, 23 de maio de 2026
Aquela vontade de comer um docinho
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Sonhos, desejos e desafios
Com uma linguagem fluida, lançando mão do encantador e desafiador fluxo de consciência, Lygia nos brinda com uma narrativa que alterna as vozes e pensamentos das três protagonistas, tornando a leitura ágil e extremamente cativante.
A autora domina a arte de criar personagens profundamente humanas, dosando os momentos de aflição e desespero com tiradas de humor dignas dos mais fervorosos aplausos. Confesso que quando concluí a leitura, fiquei meio sem ação... queria saber mais do futuro das protagonistas, por outro lado, adoro quando o autor encerra a conversa e deixa que o leitor imagine e tire suas próprias conclusões. Aliás, essa é uma das funções da Literatura, nos fazer refletir!
Gosto de como cada uma delas nos desperta um sentimento diferente: Ana Clara é daquelas amigas inconsequentes que é preciso dar colo e, ao mesmo tempo, encher de broncas; Lia e sua combatividade nos convida a lutar contra os desmandos de uma época de repressão; e Lorena, a mais sonhadora e sensível que, mesmo sendo descendente de uma família paulista quatrocentona, está sempre pronta para ajudar as amigas, sua visão mais leve e bem-humorada da vida faz a diferença.
Adoro as observações de Lorena em vários momentos, como quando fica indignada com a frase inicial do livro de Lia que diz: "Em dezembro, a cidade cheira a pêssego"... Ah, adorei! Um pouco de poesia não faz mal, Lorena, deixa a menina escrever o que quiser... rsrsrs; ou quando ela empresta um delicado lenço para Lia e fica imaginando que a amiga será capaz de limpar os sapatos com ele... e aconselha: "Mas não se importe não, seja lenço. Solto-o no espaço. Abriu-se leve como um paraquedas que Lião apanha impaciente". A genialidade da autora retratando, nos mínimos detalhes, toda e qualquer situação nos prende tanto a atenção que ficamos envolvidos pela trama, aguardando onde isso tudo vai dar! Viva o talento e a sensibilidade de Lygia Fagundes Telles! Salve a Literatura Brasileira! :)
sábado, 16 de maio de 2026
Patrimônio cultural ameaçado
O valor histórico e cultural do imóvel, um casarão da década de 1930, é inegável, além disso, o local integra área enquadrada como Zona Especial de Preservação Cultural - Área de Proteção Cultural (ZEPEC-APC). Ou seja, é um patrimônio cultural e afetivo da cidade e, portanto, deve ser preservado.
É inaceitável que tradicionais endereços tenham que dar lugar a empreendimentos residenciais, como se a cidade já não tivesse sendo desfigurada por torres e mais torres de apartamentos que a cada dia apagam sua memória, pobre metrópole!
Quem me conhece sabe que adoro cinemas de rua e cafés! Tenho inúmeras lembranças do Espaço de Cinema da Rua Augusta, frequento desde sempre... Em meados dos anos 1990, lembro de uma sessão lotada do filme "O Balconista" (direção de Kevin Smith), uma comédia hilariante, cinema independente em P&B, uma doideira tão empolgante que quando começaram a subir os créditos aplaudimos de pé! Longas inesquecíveis, como "Cortina de Fumaça" (direção de Paul Auster e Wayne Wang), filme que já abordei aqui no blog em 2024, incrível e muito inspirador.
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| Fotos: Divulgação/@cinecafefellini |
Já no Anexo, adorava assistir cinema europeu... ah... as produções italianas e francesas! Em 2018, assisti a comédia francesa "Assim é a vida" (direção de Eric Toledano e Olivier Nakache), sobre uma turbulenta festa de casamento realizada em um palácio do século XVII, roteiro brilhante e humor digno de aplausos. Lembro que ri até com a senhora que estava ao meu lado, isso é que é filme bom... a gente compartilha as risadas com desconhecidos sem qualquer pudor... rsrsrs... Mas isso também se dá porque o ambiente é agradável e o público se entende. Cinema de qualidade! No Café Fellini que sempre me cativou pelo nome, gostava de escolher uma mesa num cantinho do salão e outras vezes ao ar livre... natureza é sempre um bálsamo... pra saborear um cappuccino e uma adorável fatia de torta doce.
Ah! Ir ao cinema, pra mim, sempre foi aconchego... ir ao Espaço da Augusta e passar no Café antes da sessão é passeio completo, alimenta o corpo e a alma! Os dias em que vou ao cinema são sempre inspiradores e rendem boas recordações. Por isso, resolvi escrever sobre esse tradicional e querido cinema de rua... cada vez que eu atravessava aquela porta no número 1470 da Augusta, saía mais inspirada, querendo realizar sonhos! Torço para que o Anexo (salas e café) reabra para que eu possa conhecer novas histórias e para que a cidade mantenha seus centros culturais! Cinema de rua e cafés são amor! Viva o patrimônio cultural de São Paulo! :)
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Romance social
sábado, 9 de maio de 2026
Angústias futebolísticas
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Saudade de rebobinar uma fita
sábado, 2 de maio de 2026
Foto-cartum
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Rabiscos pueris
sábado, 25 de abril de 2026
Desvios de rota
– Cadê sua bicicleta?
– É uma longa história, Dona Amora.
– A magrela ficou avariada?
– Ah! Amassou o aro dianteiro, mas ainda bem que não cheguei a atropelar ninguém…
– E essa ralada na perna?
– Não é nada, vou pra casa tomar um banho e logo me recupero!
– Mas não vai mesmo. Entra aqui, vou pedir para o Arlindo segurar um pouco o atendimento.
Cuido de você, faço um curativo rapidinho e ainda te ofereço um copo dos grandes de suco de pitaia.
– É mesmo, a senhora me prometeu este suco há semanas!
– Eu sei que estou em dívida com você, mas não precisa cobrar assim na cara dura.
– Ahahaha… desculpe!
– Bobo, venha, enquanto cuido desse ferimento, quero saber direitinho o que aconteceu.
Dona Amora grita para o marido, que está no caixa em um momento de diversão, jogando paciência.
– O que foi, Amora? Que gritaria é essa? Angelo! Tudo bem? O que foi isso na sua canela? Se envolveu em algum acidente? Bateu a cabeça? Posso levá-lo ao médico se for algo urgente.
– Calma, seu Arlindo! Muito obrigado pela preocupação, mas estou bem, nada grave.
– Eu te chamei pra você cuidar do atendimento, enquanto faço um curativo na perna desse menino.
– E o suco de pitaia… rsrsrs…
– Ah! Também vou querer suco de pitaia, querida!
– Claro, amor! Vou fazer suco suficiente para todos nós.
– Por isso é minha Amora… doce demais… o grito é aquele azedinho que equilibra o sabor.
– Ahahaha… temos aqui um galanteador!
– Ah! Angelo, nisso você tem razão, meu marido é elegante e carinhoso até pra me criticar… por isso, amo!
Dona Amora dá um selinho em Seu Arlindo e puxa Angelo pelo braço quitanda adentro, abrindo a porta que dá acesso à casa propriamente dita.
– Sente-se! Vou pegar a caixa de primeiros socorros e não adianta fazer essa cara de que não é nada. Um ferimento é sempre perigoso, é a porta de entrada para doenças, já dizia minha mãe. Tem que cuidar!
Ele fica ali olhando os detalhes da cozinha até que avista um bolo descansando na pia, coberto com um pano de prato bordado... pelo cheiro deve ser de cenoura com calda de chocolate.
– Viu minhas cortininhas novas? O Arlindo que instalou ontem… são tão lindas! Você não acha?
– Muito lindas, gostei! Eu não me canso de dizer que essa sua cozinha é muito aconchegante, sempre que venho aqui me sinto abraçado.
– Que coisa linda de se dizer, Angelo! Obrigada! Fico feliz em proporcionar sensações tão boas pra você, querido.
– E esse bolo…
– É ele mesmo, o bolo de cenoura que você adora.
– E eu vou poder…
– …comer um pedaço enorme? Claro que vai! Quando assei, pensei em você. Nada mais agradável do que uma pessoa ficar empolgada com algo que a gente prepara! Mas primeiro vou fazer seu curativo. Deixa ver essa ralada violenta. E essa meia, vai ter que colocar de molho, hein?
– Ah! Pode deixar, quando chegar em casa, faço isso.
Dona Amora começa a passar a gaze embebida em antisséptico, Angelo se contorce de dor.
– Pra quem disse que não era nada, tá sofrendo bem, hein, querido!
– Ai… tá ardendo.
– Pois é, por isso quis cuidar de você. Raladas devem ser tratadas.
– Vou precisar… ai… de um belo pedaço de bolo.
– E o suco de pitaia?
– Sim, mas esse bolo com um cafezinho ia ser o máximo!
– Está bem, depois de fazer o curativo, vou preparar um belo café da tarde pra nós três.
– Não quero atrapalhar.
– Que bobagem, nós adoramos tomar café da tarde e quando temos pessoas queridas por companhia tudo fica mais gostoso.
Curativo feito, caixa de primeiros socorros guardada, Dona Amora coloca a água para ferver, porque, pra ela, café tem que ser coado. Angelo continua sentado, mas com cara de quem está envergonhado por não ajudar.
– Fique aí mesmo. Daqui a pouco o curativo faz efeito e você vai poder me ajudar a lavar a louça.
– Ai… acho que ainda vai doer além do café da tarde.
– Ahahaha… sei. Vou pegar o queijo e a manteiga na geladeira, enquanto isso, coloque esses guardanapos ao lado de cada xícara.
– Pode deixar.
Depois de tudo pronto, Dona Amora chama o marido. Seu Arlindo baixa a porta da quitanda com o simpático recadinho para os clientes: Pausa para o café, voltaremos em breve! :)
quarta-feira, 22 de abril de 2026
São tantas emoções...
Bióloga aposentada, ela gosta de passar o tempo inventado sobremesas inusitadas, resolvendo palavras cruzadas e fazendo toalhinhas de crochê e blusinhas de tricô que doa para o orfanato do bairro. Lavínia gosta de se sentir útil, mas sem deixar de curtir seu lar e seu querido.




























