As cartas são o meio que encontrou de manter contato com o país e de desabafar com os amigos. Por meio da correspondência com Ana, sua amiga da juventude, começa a entender o mundo à sua volta, tentando se reencontrar e até mesmo redescobrir o amor.
O autor usa o humor em várias situações, inclusive para mostrar as fragilidades de Breno e a sagacidade de Ana. Além disso, detalha a capital alemã, suas paisagens, arquitetura, cotidiano e isso sempre nos aproxima da história que é contada e de seus personagens... e Loyola faz isso com maestria, ainda que, muitas vezes, nos dê uma vontade desmedida de espancar o protagonista... rsrsrs... Por outro lado, há muita ternura e emoção ao longo das páginas... afinal "não são lindos os happy ends? A vida deveria ter somente happy ends, nem que para isso a gente se arrebentasse pelo caminho".
Confesso que a leitura não foi fluida, até porque o próprio personagem principal narra suas angústias de forma nada linear e, às vezes, irritante... é egoísta e, ao mesmo tempo, inseguro, tem medo de críticas aos seus livros (mas isso é seu lado mais humano... rsrsrs... totalmente compreensível). Pra mim, foi uma bela experiência de leitura e me instigou a ler mais o autor, quem sabe nas próximas feiras de livros tenha a oportunidade de adquirir sua trilogia de romances distópicos! Viva a Literatura Brasileira! Viva o humor e a perspicácia de Ignácio de Loyola Brandão! :)

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