Um lar respeitoso parece ser a estadia perfeita para um estudante, mas Amâncio tem outros planos, não suporta ser controlado, e, com o tempo, percebe que o melhor a fazer é se mudar para onde possa ter mais liberdade e menos responsabilidade, já que "imaginara inúmeras felicidades" no Rio de Janeiro, porém não faz ideia das desventuras que enfrentará.
A convite de João Coqueiro, um rapaz que mal conhece, ele vai morar na pensão de Madame Brizard. Por trás da simpatia, o casal, na realidade, pretende que Amélia, irmã do tal Coqueiro, se envolva e quiçá case com o estudante abastado que, embora libertino, se mostra ingênuo ao cair em várias armadilhas.
A casa de pensão é como um dos personagens, a maestria com que o autor detalha seus cômodos, seus hóspedes e a rotina envolta em degradação e ironia nos coloca dentro da trama e, por vezes, até desejamos alertar Amâncio sobre o que ocorre ao seu redor e que ele, safo como pensa que é, nem percebe... como quando Lúcia, uma das moradoras (leiam pra saber mais sobre ela... rsrsrs), previne o estudante: "estás na aldeia e não vês as casas"!
Uma curiosidade é que a inspiração do autor para desenvolver o romance veio de um caso real, o Caso Capistrano, que ganhou as manchetes dos jornais, em 1876, no Rio de Janeiro. Observação do cotidiano é sempre enriquecedora para quem escreve... as histórias vivem por aí, basta ter os olhos bem abertos! Viva o talento incontestável de Aluísio Azevedo! Viva a Literatura Brasileira! :)

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