Raciocinando de modo desconexo, os pensamentos de Pralínski o levam a achar que sua visita surpresa, no meio da festa, será um acontecimento positivo que levará à aproximação dele com os humildes convidados. Entre seus devaneios, o trecho que destaco mostra bem como ele parece fora de órbita... rsrsrs... "Bem, é claro que me farão sentar com os convidados mais importantes, com algum conselheiro titular ou parente, um capitão aposentado de nariz vermelho... Aquelas figuras que Gógol descrevia tão bem. Então, é claro, serei apresentado à noiva, vou tecer-lhe um elogio, animarei os convidados. Pedirei que não se acanhem, que se alegrem e continuem a dançar, fazer piadas, darei risada, em uma palavra: serei gentil e agradável." Mas o fato é que, a partir do momento em que Pralínsk entra na casa do subordinado, um constrangimento geral se faz presente e as situações mais bizarras acontecem.
Para além da habilidade incontestável do autor ao entregar ao leitor profundidade, crítica social e política, a narrativa fluida ainda nos brinda com personagens bem construídos e pitadas de humor na medida certa! Adorei e sigo querendo ler toda sua obra! Salve Dostoiévski ! Viva a Literatura! :)

Nenhum comentário:
Postar um comentário