– O quê?
– É como se eu estivesse sem rumo, mas ao mesmo tempo, com mil ideias... otimistas, sonhadoras e inspiradas!
– Uau! Mas, então, qual o problema?
– Difícil de entender? Pode ser, mas refletir é bom, abre horizontes!
– Ué? Onde está a insegurança que você tava sentindo há segundos atrás, quando introduziu sua bússola quebrada em nossa conversa?
– A insegurança e o medo adoram marcar presença durante minhas reflexões... normal! Mas o segredo é...
– ... tá com medo? Vai com medo mesmo! O importante é não desistir!
– Pois é, sempre em frente! Nem que esse "em frente" seja sem rumo definido, em uma estrada sinuosa, afinal, curvas são sempre bem-vindas, dão emoção à caminhada!
– Gosto assim! E lembre-se que a caminhada pode até parecer solitária, mas faço parte de sua torcida organizada...
– Obrigada, amor! E mesmo que sejam poucos nessa torcida, tudo bem, não procuro quantidade, o que me encanta é qualidade!
– Ah! Você é que me encanta, amor! E não fique mais tensa, essa sensação vai passar.
– Você acha que retomo meu rumo?
– Claro! Foi só um tropeço, uma rasteira, chame como quiser... o importante é que estou aqui pra te segurar!
– Tô melhor! Acho até que minha bússola está voltando a indicar o Norte... rsrsrs...
– Ah! Tá vendo, sei como lidar com seus descarrilamentos, querida! Vem cá que te ponho nos trilhos... rsrsrs...
– Não seja insensível... eu externando minhas aflições e você fazendo graça!
– Calma, amor! Só queria te deixar tranquila e dizer que tô aqui pra resolver seus problemas... ahahaha...
– Ahahaha... se oriente, rapaz! Da minha bússola cuido eu!
– Ih! Tá revoltada... não quer mais que eu cuide de sua bússola?
– Ê quinta série!
– Ahahaha... mas eu tô falando da bússola mesmo, aquela que tem os pontos cardeais... norte, sul, leste, oeste!
– E essa cara de canalha?
– É especial pra você... então, vem logo e me dá um abraço, porque abraçar quem a gente gosta é um santo remédio pra sensação de bússola quebrada, já dizia minha avó!
– Sua avó dizia isso mesmo?
– Sei lá... modo de dizer... ahahaha... essa expressão, sim, tenho certeza que minha avó falava... e, como você pode ver, passou de geração em geração... ahahaha...
– Ahahaha... bobo! Então, chega de conversa, quero esse seu abraço reparador!
– É pra já! :)

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