quarta-feira, 2 de abril de 2025

A habilidade criativa de Gabo

Ler "Cem anos de solidão", de Gabriel Garcia Marques, é embarcar em um navio que te leva para o alto mar... revolto... cheio de perigos e encantos.

Gabo nos faz mergulhar na saga da família Buendía, cujos membros são todos marcados pela solidão, cada um a seu modo! Nessa viagem, quando nosso navio parece alcançar a calmaria, vem uma nova geração e provoca novas tsunamis de conflitos, medos, desejos.

Com personagens absolutamente bem construídos e cheios de nuances, a obra versa sobre o ser humano, suas dores, angústias, amores. E a solidão é como um tempero que distingue os Buendía dos demais moradores de Macondo.

A família começa com José Arcádio Buendía, fundador da cidade de Macondo, que se casa com Úrsula Iguarán, e têm três filhos: José Arcádio, Aureliano e Amaranta, nomes que se repetem pelas próximas gerações, o que, sinceramente, exige concentração total na leitura... rsrsrs...

Brincadeiras à parte, Gabo é um exímio contador de histórias e sabe como ninguém se valer do realismo fantástico para envolver o leitor. Enquanto Úrsula é a razão, o esteio da família, José Arcádio é a emoção, ele está sempre atrás de ideias que possam tirar a cidade de Macondo da solidão geográfica que a mantém fora da rota do progresso.

"Cem anos de solidão" narra a história intensa de uma família de solitários... e, ao longo de suas páginas, é quase impossível não refletir sobre nossa própria solidão. Finalmente, li o clássico inquietante desse colombiano admirável e Prêmio Nobel da Literatura (1982)! Viva Gabo! Viva a Literatura sul-americana! :)

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