A comunidade do beco, então, acolhe a história de Lydie e participa do cotidiano da família como se, realmente, a bebê estivesse viva. A beleza maior do enredo está na generosidade e na compreensão das pessoas que vibram com o desenvolvimento de Lydie, tratando a mãe com carinho... as crianças até fazem amizade com a menina "invisível".
A conexão de Augustin com a filha é de uma ternura que nos emociona e nos leva a refletir sobre as sutilezas que envolvem as relações humanas.
Ao retratar uma história sobre superação da perda, aceitação e a habilidade necessária de se colocar no lugar do outro, a arte de Lafebre é cativante. Os personagens expressivos e os cenários impecáveis nos transportam para o beco e, de imediato, somos conquistados pela simpatia dos moradores e da família de Lydie.
Como já disse, sou muito fã dessa brilhante parceria, a cada trabalho, uma grata surpresa! Aplausos para a genialidade de Zidrou e Lafebre! Viva as histórias em quadrinhos e seus diversos e inspiradores mundos! :)

