– Curioso, não ouvi nada.
– Claro que não ouviu, eu não falei nada durante a ação, fiquei só tentando espantar a abelha! Você queria ouvir o quê?
– Sei lá, você conversa com as plantas, pensei que conversasse com os animais...
– Engraçadinho! Você acha que eu ia ficar discutindo com uma abelha? Depois de muitas tentativas de acertar um peteleco, ela veio pra cima de mim... aí fiquei furiosa e amassei a dita cuja!
– Como é cruel! Você não sabe a importância das abelhas para manutenção da vida na Terra?
– Ahahaha... você acha que eu ia conviver com uma abelha que estava pronta pra me atacar? Ela que vá polinizar pra lá... tá na cara que entrou aqui por acaso...
– Mais grave ainda! Você não acha triste a abelha estar perdida e você não ajudá-la a seguir seu caminho?
– Eu nem sei por onde entrou essa metida!
– Por que não me chamou?
– Ah! O herói! Você acha que eu não sei espantar uma abelha?
– É óbvio que não sabe! Você disse que esmagou a criaturinha!
– Ela tentou me atacar!
– Ahahaha... você fala como se tivesse sido atacada por um rinoceronte!
– Você ri, mas não pensa que se ela tivesse me picado eu poderia inchar como aquele peixe...
– Ahahaha... você por acaso tem alergia à picada de abelha pra pensar em inchar como um baiacu?
– Eu sei lá! Mas não vou pagar pra ver... tenho mais o que fazer do que testar uma possível alergia?
– Ah! Minha tese é que a abelha tentou te atacar porque você é doce como o mel, amor! Acalme-se!
– Que romântico! Espero que não tenha nenhum traço de ironia em sua frase.
– Irônico, eu?– Irônico e insensível!
– Parece nome de livro da Jane Austin!
– Ahahaha... bobo! :)
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