quarta-feira, 23 de outubro de 2024
Tensão em Paris
sábado, 19 de outubro de 2024
Um doce vilarejo
Gosto dos Tribalistas... da potencia sofisticada de Marisa, da intensa sonoridade de Brown e da poesia pungente de Arnaldo... como não gostar do que eles e seus parceiros produzem?
“Lá o tempo espera, lá é primavera. Portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar. Em todas as mesas, pão, flores enfeitando os caminhos, os vestidos, os destinos e essa canção...” Ah! Sou só aplausos e lágrimas, emoção de quem adoraria ter um teto nesse vilarejo de amor! A beleza de certas canções pode deixar o dia mais leve, amenizar as preocupações e me fazer sonhar ainda mais... que perigo... ahahaha... Viva a música e os grandes artistas brasileiros! :)
quarta-feira, 16 de outubro de 2024
Cidadezinha
Ainda no fundo do quintal, um abacateiro pra dar a sombra agradável tanto pra quem quer brincar no balanço, como pra quem quer, simplesmente, sentar e ler em sua companhia. Num cantinho, uma horta com temperos, ervas, legumes e verduras. Sem esquecer do pequeno pomar com uma jabuticabeira, uma romãzeira e uma goiabeira, de onde sai a matéria-prima da goiabada mais gostosa das galáxias!
Bem sinalizadas com guias, permanentemente, pintadas de branco, as alamedas são tomadas por bicicletas, que dividem espaço com as senhorinhas e seus carrinhos de feira e poucos carros, principalmente, usados para os serviços públicos, além de um ou dois abastados habitantes da cidade que não conseguem resistir ao ronco dos motores e teimam em poluir o ar e a beleza do lugar, mas isso também é outra história!
As ruas de comércio, no centro da cidade, formam um quadrilátero em volta da praça principal. As lojas, muito bonitinhas com suas portas de madeira e vitrines iluminadas, vendem de um tudo, de alimentos a material para construção, de medicamentos a ração animal, de flores a itens de papelaria. São padarias, cafés, lavanderias, farmácias, docerias, bares, restaurantes, lanchonetes, lojas de ferragens, salão de beleza, barbearia.
Na praça principal, um coreto, onde a banda municipal costuma tocar em datas especiais e, aos sábados e domingos, à tarde. O Jacarandá-paulista, símbolo da cidade, divide a praça com dois ipês, um amarelo e um rosa, além dos arbustos, ladeados por passeios de pedras e gramado impecável. Quatro bancos colocados estrategicamente em pontos isolados, garantem privacidade tanto para as conversas mais românticas, quanto as de trabalho ou pra fofocar… fazer o quê? É da vida… rsrsrs…
Bom saber que a cidadezinha tem praças menores e canteiros por todos os quarteirões de seus 10 bairros. A arborização é o charme do local e o xodó de seus moradores. Existem, sim, os jardineiros oficiais, que são funcionários públicos, mas todos os habitantes são responsáveis pelas plantas e árvores e cuidam como se fossem as de seus quintais, tudo formalizado por lei municipal de muitos anos atrás. Ou seja, a consciência ambiental é uma marca desse lugarzinho.
No lado norte da praça principal, a majestosa Biblioteca Municipal, com seus mais de 30 mil livros catalogados, oferece conhecimento, alegria e sonhos a seus frequentadores. A maioria dos moradores da cidadezinha é leitor voraz e tem na Literatura, em suas mais variadas formas, uma companheira para noites frias, tardes ensolaradas e madrugadas insones. Mas, acima de tudo, eles acreditam que a leitura transforma e conscientiza sobre as dores do mundo e as belezas da vida!
E, então, quer saber onde fica essa agradável cidadezinha? Em minha imaginação, misturada às lembranças da infância. Talvez essa cidadezinha seja minha forma de sonhar em meio a tanta tragédia climática nos quatro cantos do planeta, porque, parafraseando Legião Urbana, torço por um mundo onde o simples seja visto como o mais importante! :)
sábado, 12 de outubro de 2024
Literatura aquarelada
quarta-feira, 9 de outubro de 2024
Artistas de rua
![]() |
| Ilustração: Jordi Lafebre |
– Pois é, eu tinha 10 anos!
– Como é que pode? Você lembra quando essa foto foi feita?
– Ah! É o registro de nossa primeira apresentação! Voltamos pra casa tão animados, atropelando tudo que víamos pela frente!
– Ahahaha... é verdade, a mãe deu uma bronca e tanto porque a gente entrou espezinhando o chão que ela tinha acabado de limpar!
– Ah! Mas a gente tava numa euforia que só queríamos alcançar nosso quarto e voltar a sonhar com os palcos.
– Nosso palco sempre foi a rua...
– Mesmo assim, só de se imaginar num palco de verdade bastava, pelo menos pra essas duas crianças da foto.
– É verdade! Mas tô olhando aqui sua estampa...
– Ih! Já vai me aloprar...
– Não, só tava vendo como você era fofinho... rsrsrs
– Sei... gordinho, você quer dizer?
– Pra mim, sempre foi fofinho, depois que espichou e emagreceu...
– Perdi a graça?
– Claro que não! Você acha que o irmão da Nina aqui vai perder a graça algum dia?
– Ahahaha... concordo, somos charmosos desde pequenos.
– Mas, Juan, me diz uma coisa... quando você se olha no espelho você vê esse menininho?
– Vejo um carinha que teve uma infância criativa e muito alegre e sinto que ele continua aqui! E você quando olha no espelho vê essa menininha bochechuda e de olhos grandes?
– Ahahaha... não tenho tanta bochecha, mas aquela menina está aqui sim!
– Os olhos grandes continuam...
– Pois é... mas são bonitinhos... ahahaha...
– Claro que são! A irmã do Juan aqui tem olhos lindos desde pequena! E continua cantando muito bem...
– ... nas ruas!
– Qual o problema, Nina? Rua é o que mais tem em uma metrópole! Nosso palco é amplo!
– Fico triste, Juan, porque você é um músico estupendo e eu devo ter atrapalhado sua carreira... se você tivesse aceitado aquele convite...
– Convite? Pra abandonar minha irmãzinha sozinha nas ruas? Nem pensar!
– Mas eu não era, nem sou tão boa cantora como você é um artista completo.
– Para com isso! Fomos, somos e continuaremos sendo uma dupla mais do que dinâmica!
– Você sendo sempre mais otimista que eu...
– Sou apenas menos preocupado que você! Olha, tá juntando gente! Guarda essa foto, vamos começar nossa apresentação! :)
* A delicada e expressiva ilustração que me inspirou a escrever essa crônica garimpei do talentosíssimo quadrinista Jordi Lafebre, que autorizou, mais uma vez, que eu publicasse seu trabalho aqui em meu querido blog! Gracias, Jordi!
sábado, 5 de outubro de 2024
Uma menina punk
A história tem como protagonista Violeta, uma menina de 13 anos que anda caindo do skate... rsrsrs... pois é, ela não é das melhores, e vive pra lá e pra cá com o walkman herdado de seu avô, ouvindo punk rock!
Uma garota, aparentemente normal, que vai à escola, de skate, claro... Violeta vive altas aventuras com seu amigo Alan. Só que algo acontece quando ela toca uma fita cassete ao contrário e, a partir daí, se transforma na heroína mascarada Superpunk que... ah... não vou contar mais nada, mas garanto que vale a pena descobrir o que acontece!
Quando comecei a ler, na hora, lembrei de uma menina chamada Gisele (eu mesma... rsrsrs), que também adorava seu walkman e curtia ouvir suas músicas preferidas sempre em movimento pelas ruas de São Paulo... uhuuuuuu... por isso, tambem adorei esse lado retrô da personagem!
Importante dizer que é uma aventura radical, mas também trata de temas relevantes como crescimento, amizade, autoconhecimento, confiança e a necessidade de se rebelar! Viva as HQs, os roteiristas e quadrinistas brasileiros! :)











