terça-feira, 31 de maio de 2022

Canadá e seus encantos...

Mergulhei no mundo de Anne Shirley, no meu caso, um box com oito e-books! Foram dias acompanhando as várias fases de Anne, desde sua chegada à fazenda de Green Gables, na Ilha do Príncipe Eduardo, uma província no leste do Canadá, até seu casamento com Gilbert, o nascimento dos filhos do casal e muito mais. O primeiro livro foi lançado em 1908! Gosto de romances que se passam em épocas remotas, quando não se vivia em meio a essa avalanche de tecnologias que  nos cercam atualmente. Gosto de ler histórias em que os personagens escrevem cartas e ficam ansiosos esperando uma resposta, que caminham à pé pelas alamedas e estradas floridas sem medo de ser feliz... rsrsrs... Uma coisa que me encanta é a maneira como a autora, Lucy Maud Montgomery, mais conhecida como L. M. Montgomery, narra as aventuras de Anne, detalhando a natureza, coisa que me conquista rapidinho, árvores, flores, céu, amanhecer, anoitecer, estrelas, nuvens, chuva, neve, o canto dos pássaros, os riachos, o mar!
Ah! Assisti a série da Netflix, achei muito boa, mas sempre tive vontade de ler os livros pra conhecer melhor Anne por sua criadora! Gosto da personagem por ser sonhadora, sempre ver o lado bom da vida, mas sem ser perfeitinha e ter suas doideiras... me identifico... rsrsrs...
É interessante ver a personagem crescendo, estudando, chegando à fase adulta, casando. Ah! Por falar nisso, o casal Anne e Gilbert é muito bonitinho, gosto dos dois, eles têm uma leveza e um bom humor que me agradam muito. E o melhor, depois de casados, enfrentam tudo juntos o tempo todo, inclusive, a Anne só tem um momento de insegurança por conta de... ah... não vou contar nada, só quero passar minhas impressões.
Nos primeiros livros, Anne é protagonista absoluta, não posso deixar de mencionar os irmãos Marilla e Matthew Cuthbert, que a adotaram e aos poucos constroem uma bela relação de amor e respeito; a Casa dos Sonhos, para onde Anne e Gilbert vão moram depois de casados, onde nasce o primogênito, um lugar muito bonito e muito marcante na vida dos dois; e Ingleside, onde nascem os outros cinco filhos do casal. Aliás, o livro que leva o nome de Anne de Ingleside é narrado pelos filhos de Anne, histórias que são impactadas pela Primeira Guerra Mundial. E no volume que encerra a coleção, vale destacar o cachorro Segunda-feira, que dá um toque doce e melancólico à narrativa.
Enfim, gostei de passar esses dias no Canadá! Lembrando que ler autoras de tempos atrás, principalmente, de épocas em que a mulher escritora era coisa (phina... rsrsrs) rara, é muito bom. Essas autoras pioneiras, independentemente do estilo literário, são nossas precursoras e merecem nosso aplauso sempre, são inspiração! Viva a Literatura! :)

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Que a força esteja conosco!

Hoje é Dia de Star Wars! Adoro essa saga e confesso que os filmes da trilogia original (Guerra nas Estrelas - 1977, O Império Contra-Ataca - 1980, e O Retorno de Jedi - 1983) são meus eternos preferidos! Pela foto dá pra perceber como gosto, tenho a trilogia em DVD, o mestre Yoda de pelúcia e a querida Princesa Leia Organa (em forma de chaveirinho... rsrsrs). Enfim, nada mais inspirador do que acompanhar Luke Skywalker, Han Solo e cia contra o sombrio e ofegante Darth Vader. Pois é, escrevo só pra aplaudir a criação de George Lucas que me encanta desde sempre, coisa de fã mesmo! É um texto de quem quer assistir mais uma vez os três filmes pra se imaginar como a destemida Princesa Leia... pra rever a floresta das sequoias gigantes... pra se divertir com a amizade entre Han Solo e o copiloto gente fina Chewbacca, com o charmoso R2D2 e o irritante, mas adorável, C3PO... rsrsrs... pra se encantar com Luke recebendo os ensinamentos do mestre Yoda... ah... rever cenas marcantes como quando o mestre jedi Obi Wan Kenobi diz para Luke a frase mais famosa das galáxias: "Que a força esteja com você"... até arrepia... ahahaha... Adoro histórias que se passam "há muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante"... Viva Star Wars! Viva o cinema! :)

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Santos, 110 anos!

Hoje, peço licença para escrever sobre meu querido Santos Futebol Clube! São 110 anos de lindas histórias! Gosto de lembrar de jogadores que me fizeram torcer pelo alvinegro da Vila Belmiro... Serginho Chulapa é um deles, centroavante com C maiúsculo! Um clássico Camisa 9 de peso, que se perdesse o controle e fosse expulso, levava um do outro time junto pra igualar a parada... rsrsrs... Outro é o ponta-esquerda João Paulo! Eu adorava a velocidade e a facilidade que ele tinha de driblar e cruzar a bola com perfeição! Lembro de um jogo Santos x Flamengo, em que ele cortou o supercílio e continuou jogando, o sangue escorreu e tingiu nosso manto branco. Era um guerreiro e, nós da torcida, queríamos entrar em campo com ele. Nem lembro se ganhamos, mas a entrega foi total e é isso que vale! E o Pita? Meio de campo adorável, elegante e inteligente, armava as jogadas como nenhum outro e abastecia o ataque com maestria. Tem muitos outros que me encantavam com a bola nos pés, como o Juary, o Nilton Batata... ô time que me conquistou! Sem falar nos goleiros... o Marola, ah... grande Marola! E o ídolo Rodolfo Rodrigues, então? Fechava o gol que era uma alegria... ahahaha... Enfim, ao longo dos anos, o Santos sempre contou com jogadores admiráveis que me levaram a torcer ainda mais! Na década de 1990, o Giovanni, grande camisa 10! Nas semifinais do Brasileirão de 1995 contra o Fluminense, foi o maestro na grande virada que classificou o Santos para a final. Jogo eletrizante... Saaaaaantos!  Ah! Tem muitos outros jogadores que marcaram, como o Paulinho McLaren, o Narciso, o Robert, o Elano, o Léo, o Diego e, claro, o Neymar! Enfim, craques que fazem a gente adorar cada vez mais nosso querido peixe! Aproveito para reverenciar os eternos Pelé, Pepe, Zito, Melgálvio, Coutinho, Clodoaldo, Gilmar, entre outros ídolos! Santos sempre Santos! Viva o futebol atrevido, o futebol moleque, longe da retranca, sempre no ataque! :)

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Olha pro céu...

Tem dias em que a gente dorme e acorda meio tristinha. Não sei se pelas várias saudades acumuladas ou se pela vontade de que tudo, tudo mesmo, das coisas mais simples aos anseios mais secretos, deem logo certo e nos coloquem sorriso no rosto e brilho no olhar, então, vem o mundo nos lembrar que tudo tem seu tempo.

Antes das seis da manhã, abri a janela e vi o dia raiando, o Sol chegando devagarzinho com sua força e encanto, as nuvens dando aquele efeito especial, enfim, as várias cores e nuances do céu acabam por me acalmar e me inspirar.

Gosto de olhar para o céu todos os dias, em vários momentos, em todas as estações do ano, desde o amanhecer até o entardecer, à noite, de madrugada, porque além de me alegrar profundamente, me faz lembrar minha mãe cantando pra mim: "olha pro céu, meu amor, vê como ele está lindo..." (canção de Luiz Gonzaga e José Fernandes). Pois é, doces lembranças também são inspiradoras.

Hoje, fiz duas fotos do amanhecer (que ilustram esta singela conversinha... rsrsrs) e, como sempre, ficaram lindas, não por mérito meu ou da câmera do meu celular, mas da beleaza do céu, do poder do Sol, da graça delicada das nuvens, do dia nascendo e trazendo esperança.

Assim como escrever, pra mim, olhar pro céu é tranquilizador, torna as coisas mais fáceis de enfrentar, quaisquer coisas, tanto as alegres como as mais tensas. Nada que um tamborilar no teclado ou um rabisco no papel não faça tudo fluir mais agradavelmente. Gosto da intensidade, sentir e escrever quando tudo pede clareza e desabafo é libertador! Viva a natureza! Viva os sentimentos! Viva a satisfação de escrever! :)

segunda-feira, 21 de março de 2022

Viva a Natureza!

O dia amanhece lentamente, os raios do Sol refletidos nas águas do lago tornam o momento ainda mais especial. Tudo flui normalmente, o canto dos pássaros e o leve farfalhar das folhas das árvores enchem o ambiente de poesia... até que a paz matutina é quebrada com um duplo bocejo... da capivarinha Ester e do patinho Bernardo. Os filhotes aproveitam aquele instante mágico de espreguiçar o corpo todo, deixando pra trás a noite de sono.

- Bom dia, Bê! Tudo bem?
- Bom dia, Teté! Tudo ótimo! Uma noite bem dormida sempre recarrega as energias... e admirar o que temos a nossa volta é ainda mais energizante!
- Que bom! Gostei de ver esse seu entusiasmo! Também dormi bem!
- Mas confesso que tô meio preocupado... estive pensando...
- Ih! O que foi, Bê? Algum problema com alguém da sua família?
- Não, estão todos bem, Teté! Desculpe começar o dia assim, mas estive pensando e fico impressionado com a falta de sensibilidade e amor à Natureza por parte das pessoas. Como conseguem cobrir a terra de construções, umas coladas nas outras, sem deixar um respiro, e ainda achar que assim está tudo bem! Tudo azulejado e sem árvores pra não sujar o quintal. Como se as folhas fossem se comparar à sujeira horrorosa que eles produzem às toneladas. Sem contar a total falta de cuidados no descarte do lixo!
- E os córregos e rios, Bê? Todos tomados pela poluição, que aliás é fruto da mania que o ser humano tem de mexer aonde não devia. A praga do petróleo e seus derivados, por exemplo, pra quê retirar material das profundezas dos oceanos e produzir um monte de coisa que só polui e suja nossas águas? Não consigo não me indignar ao olhar os rios que eles sujam constantemente e depois intitulam de "esgoto a céu aberto"... ora, ora... respeitem nossas riquezas naturais!
- As florestas, então, Ester, estão sendo cada vez mais devastadas por garimpos, extração ilegal e uma profusão de pastos e plantações. Parece que realmente ninguém está muito preocupado com o pulmão do mundo. Gastam dinheiro com tudo, viagens ao espaço, tecnologias a cada segundo mais modernas, enchem suas rotinas de computador, celular, equipamentos eletrônicos, mas investem muito pouco em despoluição de rios e na proteção das nações indígenas e de nossas florestas. Quando vão entender que a saúde do planeta é...
- ... ah, Bê! Agora você forçou! Não adianta falar em saúde do planeta, muitas pessoas não pensam na própria saúde como vão pensar na dos outros ou da natureza? Alimentam-se de produtos industrializados, cheios de conservantes e corantes e aromatizantes, torcem o nariz para a comida saudável e natural... pensam que o meio ambiente vai aturá-los por mais quanto tempo?
- Na minha opinião, a Terra é muito boazinha com os seres humanos, cujo senso de humanidade está cada vez mais escasso. E por falar em escassez, Teté, voltando ao tema água, eles ainda pensam que podem abusar assim das nossas nascentes? Só vejo preocupação quando as chuvas diminuem e eles se lembram dos tais reservatórios esvaziados!
- Olha... eu entendo a importância da Ciência, dos pesquisadores e gênios mundo afora, mas muitas vezes o que foi estudado e desenvolvido acaba tendo sua utilidade original deturpada. As descobertas do homem nem sempre são usadas para o bem. Não quero me aprofundar, vou dar um exemplo de algo mais recente: as redes sociais e aplicativos de mensagem instantânea, que dizem terem sido criados para aproximar as pessoas, disseminar a informação, mas, na realidade, estão fomentando brigas, injustiças, falsas notícias, causando problemas de saúde, e mesmo assim as pessoas passam horas e horas conectadas, atentas à vida dos outros, esquecendo-se de agradecer pela sua própria vida, desejando ser o que não é e ter o que não tem... tristes tempos em que ter é mais importante do que ser... lamentável! 
- Esterzinha do céu... e as guerras que se espalham pelos quatro cantos do planeta? É desesperador que ainda usem armas e lancem bombas e mísseis uns contra os outros, sempre matando inocentes aos montes, como se ainda estivessem nos primórdios quando haviam batalhas por territórios. Cadê o respeito pela soberania dos países? Cadê a empatia? Cadê o respeito ao próximo? Sim, porque as guerras devastam não só os envolvidos diretamente nos confrontos, mas impacta todos os habitantes do planeta. Até a gente aqui em nosso lago... não há como escapar... o mundo é um lugar só... é único!

De repente, um barulho interrompe o bate-papo dos filhotes.
- Ai... abriu o parque. Pausa na conversa, Bê... é hora de compartilhar nosso paraíso com os humanos.
- Pois é, Teté, sorte que, agora cedinho, a maioria deles vem até aqui pra cuidar do corpo e da alma. Ah... mas deixo claro que é pausa na conversa, não em nossa indignação!

Os dois filhotes trocam um sorriso carinhoso e mergulham no lago, aproveitando o frescor da manhã.

* Este texto foi escrito para reflexão e em homenagem a duas datas extremamente importantes: Dia Internacional das Florestas (21/03) e Dia Mundial da Água (22/03). É preciso mais atenção e mobilização em prol do Meio Ambiente! Vamos proteger nossas florestas e mananciais! Respeitem a Natureza! :)

** Agradecimento especial à @ilustralika pela doce ilustração dos queridos filhotinhos Teté e Bê... :)

terça-feira, 20 de julho de 2021

Para refletir

Hoje, volto a falar sobre Lima Barreto que nos brinda com críticas sociais ácidas bem temperadas pela ironia. Desta vez, destaco dois contos. Primeiro, o clássico "O Homem que sabia javanês" conta a história de Castelo, que driblou a necessidade e o desemprego fazendo-se passar por conhecedor da língua e cultura javanesa. Malandro, foi galgando degraus da respeitabilidade de fachada até que foi nomeado cônsul, representando o País pelo mundo. Com sua brilhante escrita, o autor nos traz pérolas como: "O que me admira é que tenhas ocorrido tantas aventuras aqui neste Brasil imbecil e burocrático." E esta, em que o protagonista vangloria-se de seu feito, como, aliás, muitos por aí: "E a minha fama crescia. Na rua, os informados apontavam-me dizendo aos outros: 'lá vai o sujeito que sabe javanês'". Enfim, uma figura que mostra como o oportunismo fez escola e ainda se faz muito presente na cena brasileira, em que as aparências seguem valorizadas no ritmo do eterno país do futuro!

Em "A Biblioteca", o que chama a atenção são as ricas descrições que o autor faz das lembranças de Fausto Carregal, um funcionário público que herdou uma bela biblioteca com livros do pai e do avô. O intuito do protagonista é fazer com que um dos filhos se interesse pela rica coleção de obras de ciências clássicas e de literatura, da qual ele mesmo não leu um único exemplar. O conto começa com Fausto lembrando de detalhes da decoração do casarão do pai, onde a biblioteca "tinha vivido durante dezenas de anos, a gosto e à vontade". Entre as recordações, adoro esta: "E o espevitador de velas? Como ele se lembrava desse utensílio obsoleto, de prata! Era com ternura que se recordava dele, nas mãos de sua mãe, quando, nos longos serões, na sala de jantar, à espera do chá - que chá! - ele o via aparar os morrões das velas do candelabro, enquanto ela, sua mãe, não interrompia a história do Príncipe Tatu, que estava contando...". Confesso que o final é bastante inquietante pra quem, como eu, adora livros, mas a narrativa de Lima Barreto é sempre muito rica, com pitadas divertidas que tornam a leitura leve e, ao mesmo tempo, com contundente crítica social que nos faz refletir. Viva o escritor brasileiro! Salve os clássicos! :)

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Beleza e simplicidade

Desde quando foi lançado, em 2018, tinha curiosidade de ler "Os meninos da caverna", do jornalista Rodrigo Carvalho, correspondente da TV Globo em Londres. Como jornalista/escritora, adoro as histórias por trás da notícia. O livro (no meu caso, e-book em promoção... rsrsrs) conta a história do drama pelo qual passaram os meninos e o técnico do time de futebol Javalis Selvagens, que ficaram presos, por 18 dias, na caverna Tham Luang, na província de Chiang Rai, na Tailândia. O resgate quase impossível envolveu mergulhadores e profissionais do mundo todo e mobilizou as atenções e a nossa torcida. Ainda que o tema seja dramático, o autor, que participou da cobertura jornalística, nos brinda com uma narrativa leve e repleta de humanidade. Gosto de como Rodrigo conta os detalhes de forma bem humorada e carinhosa, como nesses trechos: "Quando finalmente foram encontrados por mergulhadores britânicos, depois de nove dias, os garotos pareciam filhotinhos de cachorro"... uns assustados, outros encantados. Achei de uma delicadeza! "As motos barulhentas estão por todos os cantos, nem sempre pilotadas por adultos. Também não chega a ser difícil ver quatro humanos sem capacete na mesma lambreta: um pai ou mãe com três pequenos grudados no guidão, quando, não raro, há um cachorro assustado e espremido no meio." Adorei a cena família completa! E falando de sua religiosidade: "Hoje em dia nos falamos até demais. Não preciso me ajoelhar, nem comer seu corpo e beber seu sangue. Às vezes, basta cruzar o olhar com o vira-lata aqui de casa. Afinal, são um só." Pra quem, como eu, segue o jornalista nas redes sociais e conhece o grande Biriba (o vira-lata mais charmoso do Brasil em Londres... rsrsrs), essa reflexão é ainda mais bonita! Mas não vou contar mais, esses trechos foram só um "aperitisco"... rsrsrs... quem ler entenderá! Enfim, gostei por mostrar como a simplicidade, os sorrisos e a empatia (coisa que anda muito em falta atualmente) são tão importantes para tornar a vida mais iluminada e alegre! Sem contar que um livro que fala de um time de futebol, de cachorro, com pitadas de bom humor e humanidade é um prazer! Recomendo! Salve o Jornalismo! Viva a sagrada liberdade de expressão! :)