A trama se desenrola quando primos distantes se reúnem para inspecionar uma propriedade da família, abandonada na Normandia, desde a década de 1940.
No terreno, uma incorporadora planeja construir um supermercado e um enorme estacionamento... que horror... rsrsrs.... Claro que entre os trinta herdeiros reunidos em torno da questão, vários deles gostam da ideia de vender o casarão, mas a venda não é uma unanimidade.
Dos parentes, quatro são escolhidos para visitar a casa e aí começa o encantamento! A propriedade foi de Adèle Meunier (Suzanne Lindon), uma moça simples, que depois da morte da avó, resolve ir à Paris conhecer sua mãe Odette (Sara Guraudeau). Alternando a vida da protagonista, em 1895, e de seus descendentes, em 2025, o longa, então, nos brinda com cenas bucólicas de Adèle viajando e chegando à capital parisiense, onde conhece os jovens Anatole (Paul Kircher) e Lucien (Vassili Schneider); com as divertidas e emocionantes histórias e conflitos dos primos Seb (Abraham Wapler), Guy (Vincent Macaigne), Cèline (Julia Piaton) e Abdelkrim (Zinedine Soualem). Com idades e profissões distintas, aos poucos, eles vão se conhecendo e ficam fascinados com o que descobrem sobre a vida de Adèle.
Ah! Pra começar, um filme que envolva Paris moderna e antiga, Arte, Fotografia, humor e reflexão, facilmente, me conquista! Assim foi desde a primeira cena no museu com a sensível obra de Monet enchendo a tela! Porém, sem contar muitos detalhes pra não atrapalhar a experiência que cada um deve ter e que só a sala de cinema nos dá, preciso destacar as cenas emocionantes e, por vezes, divertidas, em que os primos passeiam pela casa abandonada e ficam arrebatados com as fotografias ainda penduradas nas paredes e com a atmosfera poética e até mágica do local. As várias situações vividas pelos personagens nos provocam altas reflexões sobre a conexão entre gerações e sobre a complexidade da vivência humana. Pois é, recomendo muito!
Uma curiosidade: quando os créditos começam a subir e aparecem fotos da família ao longo dos anos, fiquei impressionada com a semelhança de muitas delas com registros de minha mãe e meu pai quando jovens, por volta de 1950. Que elegante reminiscência! :)

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