sábado, 26 de setembro de 2026
Mestre das crônicas e do humor elegante
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Uma escritora que merece reconhecimento
Única mulher entre os idealizadores da Academia Brasileira de Letras (ABL), Júlia Lopes de Almeida não foi escolhida para ocupar uma das cadeiras quando da oficialização da instituição, simplesmente, por ser mulher. Os intelectuais não aceitaram sua inclusão, pois se inspiraram na Académie Française de Lettres, onde não havia a presença feminina. Então, no lugar de Júlia, quem ocupou a cadeira número 3 foi seu marido, o poeta português Filinto de Almeida. Uma enorme injustiça!
Como mulher, que adora ler e escrever, fico indignada com essa falta de respeito. No início do século XX, ela era considerada a escritora mais importante do Brasil. Pioneira na luta pelos direitos das mulheres, defendia o voto e a educação formal, combateu a escravidão, a violência sexual e condenava a supremacia masculina. Enfim, uma grande escritora e uma cidadã consciente que, certamente, merece muito mais reconhecimento.
Pela primeira vez, tive a oportunidade de ler sua obra, adorei a forma como Júlia conduz as tramas, constrói os personagens e torna a leitura fluida. Além de retratar a sociedade brasileira no século XIX e início do século XX, faz uma crítica contundente à elite, enfocando machismo, preconceito e desigualdade social.
Em "A Falência", a escritora nos conta a história do português Francisco Teodoro, um comerciante que enriquece por meio do café e é casado com Camila, uma moça de origem humilde que aceita se casar em troca de ascensão social. O casal vive confortavelmente, com quatro filhos e uma sobrinha. Camila é mantém um relacionamento extra-conjugal com o medico Gervásio. Ao longo da trama, a falência que atinge a família não é apenas financeira, mas também moral.Em "A Intrusa", Argemiro, um advogado viúvo, certo dia, resolve colocar um anúncio no jornal para contratar uma governanta. A ideia é que a funcionária cuidaria não só da casa, mas também da educação de sua filha, Maria da Glória, uma menina mimada, que mora com os avós maternos em uma chácara. O detalhe é que Argemiro tinha uma condição bizarra: que a governante jamais falasse diretamente com ele e evitasse circular pelos cômodos quando o patrão estivesse em casa.
Alice, a contratada, rapidamente se adapta às exigências e desempenha suas tarefas de maneira eficiente, muito carinhosa com a menina e nos cuidados com tudo o que diz respeito ao patrão. Os dias vão passando e Argemiro passa a adorar o ambiente de limpeza e organização de sua casa e a mudança de comportamento da filha.
Adorei, especialmente, um trecho em que um dos personagens fala sobre os romances e o ato de escrever: "Bem dizem os romancistas que os romances se fazem por si. Criada a personagem, posta no meio em que terá de agir, ela caminhará por seus pés até o ponto final do último capítulo. Acontece, por isso, que o autor tem, às vezes, verdadeiras surpresas, como se todos os atos dos seus heróis não fossem obra sua! Concebida a ideia fundamental do livro, está criado o sopro de vida que o animará. A dificuldade está toda no primeiro impulso!" Concordo plenamente! Viva Júlia Lopes de Almeida! Viva as escritoras, que nos abriram as portas, e sua preciosa contribuição à Literatura Brasileira! :)
* Ah! Já que estamos em tempo de eleições, valorize seu voto e celebre a importância de exercer esse direito!
sábado, 19 de setembro de 2026
Vamos ao teatro!
* Na foto, meus exemplares de peças do saudoso Plínio Marcos (adorava encontrá-lo nos corredores da Bienal do Livro de São Paulo pra conversar e pegar seu autógrafo); e uma relíquia... rsrsrs... o tíquete do espetáculo "Dores de Amores" (1989), de autoria de Léo Lama, filho do Plínio e da grande atriz Walderez de Barros, que tinha como protagonistas Malu Mader e o querido e talentosíssimo Taumaturgo Ferreira! Viva o Teatro brasileiro!
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Um doce filme, uma bela recordação
sábado, 12 de setembro de 2026
A banda mais revolucionária das galáxias
Dia desses estava procurando um filme pra assistir sem grandes expectativas e eis que me aparece um que desde a primeira vez que ouvi falar despertou curiosidade e, ao mesmo tempo, uma certa repulsa, afinal a premissa de que, depois de um apagão, o mundo esquecia da existência dos Beatles é muito alarmante. Nasci ouvindo os garotos de Liverpool, meu irmão roqueiro adorava e continua adorando, cresci acompanhando as letras em revistinhas de música que ele colecionava.
Depois de fazer uma busca na internet e constatar que a banda não existe, ele passa, de forma pouco honesta, a gravar as músicas como se fossem suas composições... fiquei arrasada. Só que quando ele começa a cantar, embarcamos nas belas e instigantes canções: "Yesterday", "Let it be", "I want to hold your hand", She loves you", "I saw here standing there", "In my life", "Back in the USSR", The Long and winding road", "Here comes de sun", "Something", "A hard's day night", "Carry that weight hey" "Hey Jude", "Help", "All you need is love", "Ob-la-di, Ob-la-da". Com uma trilha sonora dessas, não há como não se encantar, mais uma vez, pela genialidade do quarteto!
Que alegria que os Beatles existiram! O mundo se tornou muito melhor com eles. O filme serviu pra resgatar músicas que não ouvia faz tempo. Ah! Beatles faz bem pra saúde e pra sonhar um pouco em meio às preocupações do dia a dia... recomendo! Viva o rock and roll! Viva John, Paul, George e Ringo! :)
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Tempos ainda difíceis para os sonhadores
Ah! Adoro filmes franceses! Adorei tudo! Com direção de Jean-Pierre Jeunet e roteiro dele e de Guillaume Laurent, o longa já me conquistou logo no início, quando o narrador começa a apresentar cada um dos personagens, suas características e manias... Os pais de Amélie são um caso à parte... rsrsrs... ele, médico, não tem o hábito de demonstrar carinho à filha e acaba por diagnosticá-la com uma doença fictícia, o que faz com que a menina não frequente a escola; a mãe é professora, tem tique nervoso, gosta de dar lustro no assoalho com suas pantufas e coube a ela alfabetizar a pequena em casa mesmo. Assim, sempre sozinha, privada da companhia de outras crianças, Amélie inventa um mundo só dela!
As cenas com o anão de jardim do pai são impagáveis... rsrsrs... Pra incentivá-lo a viajar, ela pega o dito cujo escondida e, de repente, o pai começa a receber cartas com fotos do anão de jardim em várias partes do mundo, como um turista dos mais viajados... e o melhor de tudo é a reação nonsense do Senhor Poulain, olhando as fotos e dizendo: "Eu não entendo"... ahahaha...
sábado, 5 de setembro de 2026
Livros e HQs à mancheia
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Enredo tocante... arte acolhedora
sábado, 29 de agosto de 2026
Passa a bola, Lola!
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| Ilustração: Kleverson Mariano |
– Passa a bola, Lola! Este era o pedido que mais se ouvia quando ela invadia a pelada dos irmãos mais velhos. Ícaro, de 10, e Ítalo, de 8 anos, passavam as férias jogando futebol num pequeno campinho gramado no quintal dos fundos cedido pela mãe para que suas roseiras se livrassem das boladas certeiras.
Como é fato conhecido, até pouco tempo atrás, as mulheres não tinham vez quando o assunto era futebol. Entender do esporte, tudo bem, mas jogar? Driblar? Fazer golaços? Sem chance, fora de cogitação! Por isso, Iolanda, ou melhor, a centroavante Lola, passou parte da infância jogando só com os irmãos.
Aos poucos, o pai, que era meio reticente em apoiar a filha em um mundo tão masculino quanto o do futebol, começou a perceber que ela tinha mais do que jeito pra coisa… e, então, quando a menina completou seis anos, deu de presente um uniforme completo com direito à chuteira profissional e resolveu que era hora de matriculá-la em uma escolinha, afinal, praticar esportes é, antes de tudo, muito saudável.
Lola ficou radiante, sua mãe nunca viu seu sorriso tão iluminado como quando recebeu o uniforme e foi pra escolinha de futebol, nem quando ganhou uma boneca do seu tamanho, seu maior sonho de infância! Ainda assim, a boneca seguiu sendo sua companheira e herdando os uniformes antigos da garotinha.
Durante todos os anos em que esteve na escolinha, o pai fazia questão de levar e buscar a filha, adorava as conversas no carro sobre o treino, as jogadas ensaiadas e seus gols. Até que um dia, o olheiro de um time grande foi assistir um jogo aleatório, sem qualquer aviso.
Na ocasião, Lola foi a única criança convidada a fazer um teste na peneira do tal clube. Emocionado e meio reticente, o pai aceitou, mas disse que precisava conversar com a esposa antes de qualquer coisa. O olheiro deixou seu cartão e marcou o teste para a semana seguinte. Lola não deu uma palavra no caminho da escolinha à casa.
A mãe, mesmo assustada com a possibilidade de sua filha se machucar num jogo de contato por vezes tão violento, apoiou Lola e, então, a família toda acompanhou-a no teste. Os irmãos, embora meio constrangidos por nunca terem sido chamados para peneiras, no fundo não se importaram, afinal, ela era a mais talentosa dos três. Resultado: a pequena foi aceita e passou a integrar o clube nas categorias de base. Festa no gramado dos fundos do quintal, abram alas para a nova centroavante!
Dez anos depois, Lola estreou como profissional na partida final do Campeonato Paulista de Futebol! Na arquibancada, pai, mãe e irmãos se desmancharam de orgulho ao assistirem ao primeiro gol da sua querida café-com-leite. Torcendo a plenos pulmões, Ícaro e Ítalo ostentavam, durante o jogo, um cartaz enorme com a frase que mais gritavam no campinho da família, mas com uma modificação bastante significativa: PASSA A BOLA PRA LOLA! :)
* Escrevi esta doce e futebolística crônica para um concurso, mas não fui escolhida... faz parte... então, resolvi postar em meu querido blog, afinal, minha centroavante merece ser conhecida!
** Assim que vi a ilustração do Kleverson (@kleverson_mariano) no Instagram, reconheci minha Lola... rsrsrs... Por isso, pedi autorização para publicar aqui e ele, gentilmente, autorizou! Mais uma vez, obrigada pela parceria e parabéns por sua arte!
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Encanto, bom humor... e altas reflexões!
Uma curiosidade: quando os créditos começam a subir e aparecem fotos da família ao longo dos anos, fiquei impressionada com a semelhança de muitas delas com registros de minha mãe e meu pai quando jovens, por volta de 1950. Que elegante reminiscência! :)
sábado, 22 de agosto de 2026
Sempre em frente
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Uma cruel sala de espera
– Calma, amor! Realmente é de lascar... seria tão bom se, pelo menos, a construção não ocupasse o terreno todo e sobrasse um espacinho, sei lá, pra uma árvore, um arbusto ou um gramado que fosse... seria tão mais saudável pra cidade!
– E, assim, nossa querida metrópole vai perdendo sua memória arquitetônica e isso deixa um vazio na gente, daqui a pouco não vai ter mais nenhum quintal de caquinho, jardins com roseira, terraços aconchegantes... é triste! Mas, mudando de assunto, qual HQ você tava lendo aí tão quietinha?
– Ah! É "A Sala de Espera da Europa", da quadrinista holandesa Aimée de Jongh. É um relato sensível sobre a situação dos refugiados, em 2017, na ilha grega de Lesbos.– Que difícil deve ter sido evitar os bracinhos de uma criança...
– Mas é como a guia disse, é algo que deve ser levado em conta para o próprio bem dos pequenos.
sábado, 15 de agosto de 2026
Uma aventura em João Pessoa
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Uma querida injustiçada
sábado, 8 de agosto de 2026
Um delicado curta de animação
Por sua vez, ela, estilosa, com seu batom vermelho, que é decisivo na trama, também se encanta com o rapaz atrapalhadinho... rsrsrs... Enfim, é uma animação fascinante, que me fez lembrar de uma época adorável da Disney... dos clássicos "Cinderela", "Branca de Neve e os Sete Anões", "A Dama e o Vagabundo"... desenhos que assisto desde sempre com o mesmo brilho nos olhos! Viva os curtas e os longas de animação! :)
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Quando nos reconhecemos em uma HQ
Ah! A identificação com algumas situações foi enorme... rsrsrs... como a retratada ao lado. Quando vou ao supermercado, invariavelmente, pego o produto que está mais ao fundo da prateleira... adorei me ver nessa ilustração... ahahaha... Engraçado que faço isso com qualquer mercadoria, não importa se xampu, arroz, queijo, sabão em pó, margarina ou papel higiênico... sem pudor, escolho o mais escondido e saio satisfeita... ahahaha...
Falando em emoção, fiquei surpresa quando me deparei com a ilustração que retrata a delicadeza de quando "o céu resolve desenhar"... Ah! Pra quem, como eu, adora o amanhecer, o entardecer, o anoitecer... enfim, admirar e conversar com o Sol, as nuvens, as estrelas e minha querida Lua, me reconheci muito nessa cena... rsrsrs... Incrível como, exatamente, no mesmo dia, registrei, da minha janela, um belo céu que também resolveu desenhar...









































